Bolsonaro vai tirar R$ 300 do auxílio emergencial, depois de tirar emprego de milhões de pessoas

Como se não bastasse eliminar emprego de milhões de pessoas, o presidente Jair Bolsonaro agora se prepara para tirar R$ 300 do auxílio emergencial de cerca de 66 milhões de brasileiros. Ele age como Robin Hood às avessas, que tira dos pobres para dar aos banqueiros.

Bolsonaro fez uma demagogia barata neste sábado (29) ao afirmar que o governo trabalha pela prorrogação do auxílio emergencial até o final do ano, com um valor abaixo dos atuais R$ 600, mas acima de R$ 200,00.

O valor intermediário seria de R$ 300, dizem fontes no Palácio do Planalto. Ou seja, Bolsonaro e os banqueiros irão abocanhar 50% do auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional no início da pandemia do novo coronavírus.

“Sabemos da necessidade daqueles que recebem o auxílio emergencial, e ele é pouco para quem recebe e muito para quem paga”, discursou o presidente. “Vocês gastam por mês R$ 50 bilhões neste auxílio. Nós pretendemos com um valor menor, que obviamente não será 600, mas também não será 200, prorrogá-lo até o final do ano”, acrescentou Bolsonaro, sem revelar que pretende cortar R$ 300 da ajuda governamental.

O presidente visitou hoje o município goiano de Caldas Novas, ao lado do governador Ronaldo Caiado (DEM), na inauguração de uma usina de energia fotovoltaica.

Pago em razão da crise econômica provocada pela pandemia de covid-19, a criação do benefício foi aprovada pelo Congresso em março e sancionada pelo presidente no mês seguinte. Os beneficiários aprovados, que incluem desempregados e informais, recebem hoje três parcelas mensais de R$ 600,00.

Inicialmente, Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes defendiam o auxílio emergencial de apenas R$ 200. No entanto, o PT e a bancada de oposição impuseram uma derrota no governo.

Jair Bolsonaro quer tirar R$ 300 dos mais pobres para dar aos banqueiros, depois que o presidente e Paulo Guedes tiraram 80 milhões de empregos dos brasileiros.

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    O New York Times, em página inteira, diz que a reeleição do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, em 2022, pode ser atrapalhada por casos de corrupção.

    A maior publicação do mundo relata os repasses do ex-assessor Fabrício de Queiroz, de R$ 89 mil, para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    O Times ainda discorre sobre a rachandinha, que o jornal descreve como “roubo” de dinheiro público a partir de contratação de funcionários fantasmas para cargos públicos.

    Além do filho Zero Um, o senador Flávio Bolsonaro, o New York Times também lista o próprio presidente Jair Bolsonaro como praticamente desse “esporte” da rachadinha quando era deputado federal.

    O jornal americano ainda destaca a falência do modelo de combate à corrupção, pelo judiciário, agravado com a saída do ex-juiz Sérgio Moro do governo Bolsonaro.

    Mas, com certeza, Sérgio Moro também não seria solução para o Brasil. A Lava Jato quebrou o Brasil, enquanto o ex-juiz falava em suposto combate à corrupção.

    No Brasil, somos mais de 80 milhões de desempregados, precarizados, informalizados, uberizados, pejotizados, enfim, semiescravizados pelo capital.

    Bolsonaro faz um governo para os banqueiros e barões da velha mídia, enquanto cede algumas migalhas a título de auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia.

    Para comprovar seu desprezo com os mais pobres, o presidente Jair Bolsonaro tende a reduzir para R$ 300 essa importante porém pequena ajuda governamental.