PSDB aprova ‘Fica Bolsonaro’ para não potencializar crise, diz presidente do partido

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, verbalizou aquilo que o ex-presidente Lula já vinha afirmando há dias: os tucanos querem proteger o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, por isso, trabalham pelo ‘Fica Bolsonaro’ numa frente de centro-direita chamada Direitos Já –Fórum Pela Democracia.

Antes de prosseguirmos com a notícia factual, um esclarecimento fundamental ao sentir do Blog do Esmael: Bolsonaro não protege direitos nem democracia do povo brasileiro, pelo contrário.

O PSDB até cogitou nesse ‘Direitos Já’ atrair Bolsonaro para uma “frente democrático”, o que faz lembrar a fábula do sapo e do escorpião, em que o anfíbio pede ao peçonhento para que não o picasse –como se o animal abrisse de mão de sua natureza.

A princípio, a “frente democrática com Bolsonaro” foi defendida em editorial do Globo no dia 31 de maio último. Tal amontoado juntaria a turma do Direitos Já, mas excluiria o PT e a esquerda, por óbvio.

Orientado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB tenta esconder que aderiu ao bolsonarismo e ao Centrão ao rejeitar a ideia de impeachment. Segundo o tucanato, o impeachment seria potencializar uma crise dentro da mais grave crise sanitária e econômica da nossa história do Brasil.

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Note o caríssimo leitor que Burno Araújo, Aécio Neves e FHC incentivaram o golpe disfarçado de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Os tucanos agora tentam sobreviver ao vendaval que varreu o PSDB do mapa político em 2018, mas, mesmo se arrastando, eles votaram contra a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros na reforma da previdência. Enfim, eles se agarraram a Bolsonaro e rejeitaram a expulsão de Aécio –acusado de corrupção, além serem os principais articuladores do golpe que mergulhou o País na atual crise.

Mas por que o PSDB se segura no saco de Jair Bolsonaro, neste momento de crise?

O tucanato acredita que o presidente da República sangrando é melhor para impor uma chapa tipo Luciano Huck e Flávio Dino, por exemplo, na eleição de 2022. Essa é a tática eleitoral da Globo, que ainda precisa ser combinada com os “russos” –como diria o craque Garrincha.

A última aventura dos Marinho na eleição, em 2018, produziu Bolsonaro. Seu candidato no primeiro turno, Geraldo Alckmin (PSDB), foi um antológico fiasco. Revelou fraqueza e declínio da emissora de TV.