Bolsonaro abre crise na PF e delegados estudam demissão coletiva

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) conseguiu desagradar ‘gregos e baianos’ ao tentar intervir na Polícia Federal do Rio. Como consequência, os delegados da PF estudam pedido de demissão coletiva em respostas à ingerência na corporação.

Ao dizer que “quem manda sou eu”, Bolsonaro também frita em fogo alto o ministro da Justiça Sérgio Moro. Na estrutura da PF, quem deveria “mandar” seria o ex-juiz da Lava Jato. Porém, o peitaço do capitão humilha mais uma vez o “superministro” que igualmente pode pedir para sair a qualquer momento.

O diretor-geral da PF, delegado Maurício Valeixo, é outro que ameaçou deixar o cargo devido ao estilo brucutu de Bolsonaro.

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A crise começou na quinta-feira (15) quando o presidente chamou o delegado Ricardo Saadi, do Rio, de ineficiente: “Vou mudar o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O motivo? É questão de produtividade”.

Mas o que realmente derrubou o delegado fluminense foram as investigações do Caso Queiroz, que envolve o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O imbróglio ainda tem a ver com outro inquérito da PF sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), no Rio.

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