ALEP pode barrar supersalários de R$ 100 mil no governo Beto Richa

Publicado em 15 fevereiro, 2018
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Que tal ser secretário no governo Beto Richa (PSD), no Paraná, ganhando mais de R$ 100 mil por mês sem se preocupar com o teto constitucional que limita os salários a R$ 33,7 mil?

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Sim, no Paraná isto é possível. Não é que o estado seja uma ilha de prosperidade para todos, mas neste estado do Sul os poucos marajás se dão bem. Veja o caso do secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa cujo salário de R$ 100 mil explode o teto do STF todo santo mês.

No Paraná um secretário de Estado pode furar mensalmente o teto do Supremo, mas, a título de comparação, um professor tem seu salário reduzido, o servidor leva calote em reajustes, os impostos são reajustados anualmente. Afinal, alguém precisa pagar a conta… os paranaenses, no caso.

Que mágica faz Beto Richa para pagar supersalários aos poucos marajás paranaenses? Ora, dando-lhes os penduricalhos como auxílio-moradia e jetons pela participação em conselhos de estatais como Copel (energia), Sanepar (água), Celepar (informática), Detran (trânsito), etc.

A crise, caro leitor, só existe para o servidor público e para o povo que carrega a máquina do estado no lombo.

É esta farra que o deputado estadual Nereu Moura (MDB) quer acabar ao propor um projeto na Assembleia Legislativa do Paraná que proíbe a acumulação do salário de secretário, R$ 23.634,10 mensais brutos, com jetons e penduricalhos.

Em março do ano passado, o deputado se surpreendeu com a quantidade de jetons que ganhava o titular da pasta da Fazenda. ““Eu achava que eram seis conselhos, mas são sete. As informações vêm em conta-gotas, mas o secretário-marajá tem salário superior a R$ 100 mil mensais”, disse Nereu.

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