Trabalhadores da Urbs são demitidos por justa causa após testemunharem em ação de assédio moral e sexual

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urbsDois trabalhadores da área jurídica da Companhia de Urbanização de Curitiba, a Urbs, que gerencia o transporte, foram demitidos por justa causa após terem testemunhado em uma ação trabalhista de assédio moral e sexual contra diretores da empresa que pertence à Prefeitura de Curitiba.

A ação é resultado de uma denúncia anônima feita ano passado para a Procuradoria Regional do Trabalho que instaurou procedimento investigatório para averiguar casos de assédio moral e sexual na empresa, ouvindo diversas testemunhas. A partir dessa investigação, o Ministério Público do Trabalho (MPT) propôs, em agosto de 2015, a ação civil pública para pôr fim aos abusos cometidos.

A demissão dos trabalhadores ocorreu em 23 de setembro, um dia após a Urbs ter sido notificada de liminar concedida pela Justiça do Trabalho, para que deixasse de assediar seus empregados.

Devido o rumo que o caso tomou, o Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano), que representa os trabalhadores da Urbs, pediu à Justiça do Trabalho para ser parte no processo. O Sindiurbano está assessorando os trabalhadores demitidos que estão pleiteando na Justiça a reintegração imediata ao trabalho.

O processo está em segredo de Justiça. Em audiência realizada no dia 05 de outubro o MPT e o Sindicato solicitaram que o processo se torne público, mas a Urbs defendeu a manutenção do sigilo.

Segundo Valdir Mestriner, Presidente do Sindiurbano, apesar do segredo de justiça, fica evidente o envolvimento da diretoria da empresa no caso.

“Foi implantado um clima de terrorismo na atual gestão da Urbs, com intimidações e ameaças contra os trabalhadores e até contra o Sindicato. Entendemos que o prefeito Gustavo Fruet precisa tomar providências imediatas e demitir essa diretoria, pois ela não tem os comportamentos éticos e morais necessários aos gestores públicos”, afirmou Valdir.

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