Educadores em greve prometem hoje novo cerco à  Assembleia Legislativa

alep_app.jpgProfessores e funcionários de escolas em greve receberão reforço de outras categorias do serviço público, também paralisadas, para ocupar novamente hoje à  tarde, a partir das 14h30, as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná.

Funcionários do Detran, das secretaria da Agricultura e da Saúde, das universidades estaduais, caminhoneiros que lutam contra o pedágio mais caro do mundo e o IPVA mais caro do país, e, amanhã, os trabalhadores Justiça engrossam o movimento paredista.

Os educadores estão acampados em barracas na Praça Nossa Senhora do Salete, no Centro Cívico, desde o último dia 9 de fevereiro, diante do impasse provocado pelo governo Beto Richa (PSDB), que insiste no parcelamento do calote e no desmonte das escolas da rede pública.

Desde o último dia 12, o governador tucano escafedeu-se das mídias sociais e do Palácio Iguaçu. Ninguém sabe sobre seu paradeiro, mas, enquanto isso, o Centro Cívico fervilha.

Nesta tarde, várias categorias em greve prometem tomar as galerias da Assembleia Legislativa. Será a primeira sessão após a patética cena em que 34 deputados chegaram à  Casa dentro de um camburão da PM.

A semana promete ser bastante intensa na capital de todos os paranaenses, pois, na quarta, dia 25, a educação promete uma nova megamanifestação contra a intransigência de Beto Richa. Mais uma vez, outras categorias do funcionalismo público estarão juntas no protesto. Em comum elas têm, além das questões pontuais de salário e carreira, a defesa da Paranáprevidência. Elas estão unidas contra o confisco de R$ 8 bilhões do fundo previdenciário — que lhes pertence — pelo governador do PSDB.

à‰ bom recordarmos que os parlamentares não conseguiram votar secretamente o “pacote de maldades”, como desejava Richa, graças à  tomada do prédio pelos grevistas, há 11 dias, que furaram o bloqueio da tropa de choque da PM.

à‰ neste contexto que a batalha será retomada nesta segunda no Palácio, onde há expectativa de nova rodada de negociações, e na Assembleia, onde os deputados voltam do recesso de 11 dias. Como voltarão? Eis a pergunta que será respondida somente na própria sessão. Ou não, como diria o cantor Caetano Veloso.

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