Agentes Penitenciários iniciam greve geral na segunda-feira 29

Os agentes penitenciários do Estado entrarão em greve por tempo indeterminado na segunda-feira, dia 29. Eles protestam contra a situação de abandono que sistema penitenciário estadual. Somente neste ano aconteceram vinte rebeliões nas nos presídios estaduais e os agentes temem pela própria vida. Greve coincide com a última semana da campanha eleitoral e com a licença do governador-candidato Beto Richa (PSDB). Segundo o comando grevista, visitas, banho de sol, assistência jurídica e trabalho do preso, por exemplo, não serão possíveis durante a paralisação da categoria.

Os agentes penitenciários do Estado entrarão em greve por tempo indeterminado na segunda-feira, dia 29. Eles protestam contra a situação de abandono que sistema penitenciário estadual. Somente neste ano aconteceram vinte rebeliões nas nos presídios estaduais e os agentes temem pela própria vida. Greve coincide com a última semana da campanha eleitoral e com a licença do governador-candidato Beto Richa (PSDB). Segundo o comando grevista, visitas, banho de sol, assistência jurídica e trabalho do preso, por exemplo, não serão possíveis durante a paralisação da categoria.

A próxima segunda-feira (29) promete ser um dia de fortes emoções no cenário político estadual. O senador Roberto Requião promete uma revelação bombástica contra o governador-candidato Beto Richa (PSDB), que, por seu lado, se licenciará do governo. Mesmo fora do cargo, Richa terá que responder pela situação caótica no sistema prisional visto que os agentes penitenciários entrarão em greve também na segunda-feira.

A principal reivindicação da greve dos agentes penitenciários é por segurança dentro das unidades penais. Foram 20 rebeliões somente em 2014. Na maioria delas, os agentes foram ameaçados e tomados como reféns pelos presos rebelados.

O comunicado de greve foi protocolado pelo Sindarspen junto ao governo do Estado no dia 22. Devido a natureza da função dos agentes, eles decidiram que 20% dos servidores vão parar efetivamente e que os outros 80% vão apenas preencher os postos para manter procedimentos básicos e emergenciais.

Segundo o comando grevista, visitas, banho de sol, assistência jurídica e trabalho do preso, por exemplo, não serão possíveis durante a paralisação da categoria que será por tempo indeterminado.

Representantes do governo do Estado receberam os dirigentes do Sindarspen para uma reunião na quinta-feira (25) mas nenhuma proposta foi apresentada. Uma reunião com dirigentes do Departamento de Execução Penal (Depen) está marcada para a próxima quarta-feira, dia 1!º de outubro.

Vamos parar. Vamos apenas assumir os postos para manter a segurança dentro das unidades e garantir as mínimas condições aos presos. Infelizmente essa medita extrema foi necessária para que o Estado invista no Sistema Penitenciário e para que as unidades voltem a ter segurança e que cumpram com o seu objetivo que é a ressocialização do apenado aliada com dignidade humana aos detentos!, diz Antony Johnson, presidente do SINDARSPEN.

O presidente ainda explica que a categoria está aberta ao diálogo e aguarda o Governo chamar a categoria para negociar.

Estamos pedindo socorro. Estamos com medo para trabalhar e só queremos condições de trabalho. Por isso, esperamos que o Estado nos chame para conversar!, relata.

Ampliação do quadro de servidores, compra e manutenção de materiais de trabalho, medidas de segurança e o fim da superlotação são algumas das reivindicações.

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