26 de maio de 2015
por Esmael Morais
18 Comentários

Para dividir grevistas, Palácio Iguaçu infiltra “cibertucanos” em grupos de educadores nas redes sociais

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Na semana passada, o Blog do Esmael mostrou que o governo Beto Richa (PSDB) iniciara uma verdadeira “guerra suja” visando desqualificar os professores em greve. Agora, na segunda fase, os cibertucanos estão se infiltrando nos grupos de discussão de educadores, sobretudo no WhatsApp, a nova coqueluche do momento, para promover a divisão no movimento grevista do Paraná.

Se na primeira etapa da “guerra suja” o objetivo era mostrar imagens antigas e cópia de contracheques forjados com o intuito de isolar os educadores, com mensagens enviadas a pais e alunos, nesta a ideia dos invasores a soldo do Palácio Iguaçu é semear a discórdia entre professores e funcionários das 2,1 mil escolas do estado.

Os infiltrados lançam dúvidas sobre a “firmeza” dos professores e servidores em greve há um mês, disseminam informações falsas sobre a luta do magistério e do serviço público, espalham medo, estimulam o ódio entre colegas tal qual ocorreu no segundo turno disputado por Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Na época, o Blog do Esmael anotou que o “Extremismo de direita pró-Aécio afasta brasileiros das redes sociais”.

Nesta segunda-feira (25), por exemplo, um desses infiltrados no grupo “Memória da Violência”, criado no WhatsApp por educadores massacrados no dia 29 de abril, no Centro Cívico, foi alvo do submundo dos cibertucanos. Informações privadas foram publicadas em mídias ligadas ao Palácio Iguaçu. Leia mais

22 de maio de 2015
por Esmael Morais
46 Comentários

Governo Richa promove ‘guerra suja’ nas redes sociais para desqualificar professores em greve. Cuidado!

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O Palácio Iguaçu abriu as portas do inferno para conter a onda de simpatia em favor de educadores em greve há quase um mês no Paraná. O governo Beto Richa (PSDB) perdeu a compostura de vez ao acionar o submundo, os cibertucanos, para atacar a honra de professores e funcionários das 2,1 mil escolas no estado.

O objetivo dos palacianos é denegrir a imagem dos educadores, isolá-los, e minar o apoio que vêm recebendo da população para a causa.

Uma dessas vítimas do ciberterrorismo é a professora Lisângela Bueno Samistraro, de Paranaguá, Litoral. Conhecida como Lisa, ela relata que ciberterroristas entraram em seu perfil no Facebook e, a partir de fotos antigas, fizeram montagens como se fossem atuais. A professora conta que as mensagens foram enviadas para pais e alunos para minar o apoio à greve.

“Professora Lisângela Bueno Samistraro. Afiliada ao PT. Salário R$ 6.009,05. Curtindo uma greve. Seu filho está sem aula porque ela quer aumento”, diz o texto apócrifo cujos autores estão sendo rastreados pela APP-Sindicato.

Ao Blog do Esmael, professora Lisângela Bueno Samistraro adiantou que registrará na segunda-feira, dia 25, queixa-crime na delegacia de Crimes Cibernéticos de Curitiba.

Outra professora de Londrina, que não quis se identificar, disse que também teve fotos roubadas de seu Facebook. O texto na montagem segue o mesmo padrão: “Enquanto seu filho está sem aulas, olha o que está fazendo seu professor… que continua ganhando para não trabalhar…”. Leia mais