A Polícia Federal (PF) está investigando um esquema de fraude de cartão de vacina que envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua filha mais nova. A investigação foi iniciada com base nos dados eletrônicos e telefônicos de Mauro Barbosa Cid, ex-assessor da Presidência da República, em inquérito à parte.
Cid foi acusado de ajudar a emitir falsos cartões de vacina, que forneceu à esposa, às filhas e, depois, a Bolsonaro e à filha.
No total, seis pessoas foram presas, incluindo Cid, enquanto outras 16 foram alvo de mandados de busca e apreensão. Entre os revistados estava a residência de Bolsonaro, onde a PF apreendeu o celular dele.
A PF encontrou indícios de que os suspeitos estariam envolvidos em crimes como associação criminosa, falsidade ideológica e corrupção de menores.
A investigação sobre o esquema do falso cartão de vacina envolvendo o ex-presidente tem sido alvo de alto sigilo. No entanto, na quarta-feira (3 de maio), o STF levantou o véu do sigilo e divulgou os detalhes do inquérito.
A investigação, conhecida como Operação Venire, levou à prisão de seis pessoas, incluindo o ex-assessor de Bolsonaro.
A PF obteve acesso aos serviços de nuvem Google e Apple de Cid, o que permitiu descobrir conversas entre Cid e seus associados, incluindo o médico Farley Vinícius Alcântara, que forneceu os cartões de vacina falsos.
A operação também expôs a cumplicidade de outros indivíduos, como o policial Max Guilherme, o segurança de Bolsonaro, Sérgio Cordeiro, o sargento Luiz Marcos dos Reis, o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros e o secretário municipal de governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.
A decisão do STF de remover o véu de sigilo e revelar os detalhes da investigação é um passo crucial em direção à transparência e responsabilidade. A corte suprema permite que o público entenda o alcance e a profundidade dos crimes cometidos por associados de Bolsonaro e seus familiares, envolvidos em vários escândalos ao longo dos anos. Esta investigação deve servir como um lembrete de que ninguém está acima da lei, independentemente de seu status ou posição que ocupa.
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Acho que o Ministro Alexandre de Morais, acertou dois coelhos com um tiro só. Mirou nas maracutaias do Bolsonaro na vacinação, prendeu muitos de seus assessores e acabou acertando em quem pode dizer o nome do mandante para que matassem a Vereadora Marielle Franco. Se unir os pingos nos “is” e de onde estes matadores sairam e pelo que foi dito pelo detido parça da onça do Bozo, que o mandante é ex- deputado da ALERJ e hoje vive e ostenta “poder e prestígio” em Brasilia. E pelo dito que o Bolsonora também foi atingido….por esta ação criminosa, mataram a charada e fica fácil agora pegar o ASSASSINO.