Sabatina Folha/UOL: Requião diz que Ratinho Junior foge da polícia no Paraná

O ex-senador Roberto Requião (PT), pré-candidato ao governo do Paraná, acredita que começou esta sexta-feira (03/06) a furar a bolha da censura que, segundo ele, impede sua voz na diputa pelo Palácio Iguaçu. Em sabatina na Folha/UOL, ele disse que o governador cessante Ratinho Junior (PSD) foge da polícia no estado.

– O Paraná não tem governo. É uma máquina que está liquidando a educação e acabando com a polícia. Hoje existem dois tipos de pessoas no Paraná, que fogem da polícia: os bandidos e o governador; onde ele vai tem um policial protestando porque que está passando fome – disparou Requião.

Durante a entrevista, Requião ‘marcou’ vária vezes que o Paraná está sem governo. “Eu sou pré-candidato para preencher o vazio que existe no governo do estado”, repetiu.

Requião disse que não acredita em golpe de Jair Bolsonaro (PL) nem na participação das forças armadas em aventuras antidemocráticas. Ele afirmou que os brasileiros querem mudar o governo porque a inflação está matando de fome, de forma linear, os empregados e os desempregados.

– Bolsonaro é um animador do picadeiro, um oportunista, atrás dele está o ministro Paulo Guedes, da Economia, operador do mercado financeiro, que assegura o capital financeiro dominando o Brasil.

Na sabatina, em diversos momentos, Requião disse que Lula irá vencer no primeiro turno. Segundo ele, o ex-presidente é a única possibilidade de os brasileiros saíram de uma “entaladela” provocada pelo neoliberalismo econômico.

Ratinho Junior se abraça a Bolsonaro na sabatina da Folha/UOL

Requião criticou fortemente seu adversário, Ratinho Junior, por colocar em risco a Copel e a Sanepar, bem como restaurar o pedágio nas rodovias do Paraná. Ele também condenou a política de tarifas públicas caras, que levam as famílias ao dilema entre pagar as contas de luz e de água ou comprar comida para pôr na mesa.

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Segundo Requião, tanto no caso da Petrobras, em eventual governo Lula, quanto na Copel e Sanepar, em caso de sua eleição, do dia para noite, é possível reduzir preços e tarifas.

O pré-candidato disse que, após sua posse como governador, vai demitir as diretorias da Copel e Sanepar e colocar as duas empresas a serviço dos interesses dos paranaenses. Ele lembrou que na crise econômica de 2008 as tarifas de água e luz ficaram congeladas por oitos anos no Paraná, sem afetar investimentos.

Roberto Requião fez questão de vincar o governador cessante ao presidente Bolsonaro. De acordo com o pré-candidato, Ratinho Junior foi promovido a “instrumento do mercado financeiro”, que foi eleito na onda bolsonarista de 2018. “Nós não temos governador”, repetiu o seu novo mantra.

Assista a íntegra da sabatina na Folha/UOL: