Rafah sob ataques aéreos: a última fronteira da resistência palestina

A tensão atinge seu ápice na Faixa de Gaza, especialmente na cidade mais ao sul, Rafah, onde ataques aéreos recentes ceifaram a vida de pelo menos 44 pessoas. O Blog do Esmael traz uma cobertura dos eventos em andamento, enquanto mais de um milhão de civis se abrigam na área, enfrentando a possibilidade iminente de uma ofensiva terrestre israelense em seu último refúgio.

Desde o início do conflito entre as forças israelenses e o Hamas nos últimos quatro meses, Rafah emergiu como o último reduto seguro para mais da metade dos 2,3 milhões de habitantes da Faixa de Gaza. Situada na fronteira com o Egito, a cidade se tornou um ponto crucial para a população, abrigando mais de 280 mil pessoas antes do conflito.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na sexta-feira (9/2) a intenção de enviar tropas para Rafah, com a missão de evacuar civis. Essa declaração gerou pânico entre os habitantes da cidade, que já vivem em campos improvisados lotados.

A possibilidade de uma ofensiva terrestre em Rafah levanta preocupações quanto às consequências humanitárias. O ministro das Relações Exteriores egípcio, Sameh Shoukry, alertou sobre as “consequências desastrosas” de uma ação israelense na cidade. A comunidade internacional e organizações de ajuda também expressaram forte oposição, chamando a atenção para o potencial de uma verdadeira tragédia.

A resposta dos Estados Unidos ao anúncio de Netanyahu foi contundente, com o presidente Joe Biden descrevendo a ação militar israelense como “exagerada”. A busca por uma pausa sustentada no conflito e esforços para normalizar as relações entre Israel e a Arábia Saudita foram destacados pelo presidente americano.

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Internamente, as críticas ao anúncio de Netanyahu foram rápidas. O chefe da agência da ONU para refugiados palestinos, Philippe Lazzarini, alertou que uma grande ofensiva em Rafah só aumentaria a tragédia humanitária na região.

O grupo militante palestino Hamas, que controla Gaza desde 2007, respondeu ao anúncio israelense, alertando sobre repercussões catastróficas que poderiam resultar em dezenas de milhares de mortos e feridos.

As pressões internacionais sobre Netanyahu aumentam, com Biden buscando não apenas uma pausa no conflito, mas também progresso significativo rumo a uma solução de dois estados. No entanto, o primeiro-ministro israelense se opõe à ideia de um estado palestino e enfrenta desafios dentro de sua coalizão de governo.

Enquanto o mundo observa as tensões em Gaza, a escalada do conflito já causou a morte de milhares, deslocando grande parte da população e deixando infraestruturas reduzidas a escombros. A situação humanitária se agrava, com cerca de 10% das crianças menores de cinco anos em Gaza mostrando sinais de desnutrição aguda.

O Blog do Esmael continuará a monitorar de perto os desenvolvimentos em Rafah, trazendo informações atualizadas sobre a situação. A incerteza paira sobre o destino dos civis nesta última fortaleza, enquanto a pressão internacional aumenta sobre Israel para buscar soluções que evitem uma catástrofe humanitária em larga escala.

Segundo o Ministério da Saúde do Hamas, 28.064 pessoas morreram na Faixa de Gaza desde o início da guerra com Israel. A maioria das vítimas são mulheres, adolescentes e crianças. 

Até hoje [10 de fevereiro de 2024], 67 mil pessoas ficaram feridas. 

Neste sábado, dia 127 da guerra, houve ataques aéreos israelenses à cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, deixaram pelo menos 44 palestinos mortos. 

As autoridades israelenses identificaram 1.159 dos mortos em 7 de outubro, incluindo 828 civis e 31 crianças.

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