Lula participa hoje de ato público em Brasília ainda sob o impacto da violência política

► Ex-presidente Lula chega ao Distrito Federal nesta terça-feira (12/07) para dois dias de compromissos

► Gleisi Hoffmann diz que um crime político não pode ser tratado como briga de vizinhos

Ainda impactado com a violência política que culminou no assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, o ex-presidente Lula chega ao Distrito Federal nesta terça-feira (12/07) para dois dias de compromissos, com o objetivo de conversar com lideranças políticas e sociais e expandir o movimento Vamos Juntos pelo Brasil em Brasília.

Ainda na terça, o ex-presidente se encontra com empresários e recebe da Confederação Nacional do Comercio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a Agenda Institucional do Sistema Comércio, documento com propostas e sugestões do segmento.

Logo depois, Lula segue para o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde participa de ato público marcado para as 17h.  O Blog do Esmael vai transmitir o evento ao vivo para o Brasil e o mundo.

Lula participará do primeiro ato público após o crime de ódio, de violência política, praticado por um militante bolsonarista que ceifou a vida do dirigente petista na tríplice fronteira.

Ao vivo – Lula em Brasília:

Lula em Brasília – ato político Vamos Juntos Pelo Brasil.

Partidos pedem federalização da investigação sobre assassinato de Marcelo Arruda

Os partidos que integram o movimento Vamos Juntos pelo Brasil decidiram entra com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pedir a federalização da investigação sobre o assassinato de Marcelo Arruda

O tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu foi barbaramente morto na própria festa de aniversário no sábado (09/07) por um bolsonarista incomodado com a temática da festa de apoio ao ex-presidente Lula.

Os presidentes dos partidos repudiaram a violência política e defenderam ampla mobilização de instituições e partidos comprometidos com a democracia em favor e contra a escalada da violência de forma a garantir uma disputa civilizada na campanha política. Os dirigentes também fizeram um minuto de silêncio em memória de Marcelo.

– Um crime político não pode ser tratado como briga de vizinhos – argumentou a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Movimento Vamos Juntos pelo Brasil: A violência do bolsonarismo é contra a democracia; o Brasil precisa de paz

Leia abaixo a nota sobre o assassinato do líder petista Marcelo Arruda emitida pelos partidos que compõem o movimento Vamos Juntos Pelo Brasil: PCdoB, PSB, PSOL, PT, PV, Rede, Solidariedade:

O assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda por um fanático bolsonarista, neste fim de semana em Foz do Iguaçu, é o mais recente e trágico episódio de uma escalda de violência política em nosso país, criminosamente estimulada pelas atitudes e pelo discurso de ódio do atual presidente da República contra todos que dele divergem ou lhe fazem oposição.

Desde a execução a tiros de Marielle e Anderson, em março de 2018, agentes da extrema-direita, milicianos e terroristas vêm cometendo uma série de violências praticamente impunes: os tiros contra a caravana de Lula no Sul, o assassinato por bolsonaristas do mestre capoeirista Moa do Katendê, na Bahia, e do idoso Antônio Carlos Furtado, em Santa Catarina.

Nos últimos 30 dias, extremistas de direita usaram um drone para lançar veneno agrícola sobre o público de um ato político do ex-presidente Lula, em Uberlândia, e lançaram uma bomba contra o público em outro ato no Rio de Janeiro. Também foram alvos de violência o juiz federal que havia determinado a prisão de um ex-ministro do governo Bolsonaro e a redação do jornal Folha de S. Paulo, alvejada por um tiro.

Diante dessa escalada, os partidos que compõem o Movimento Juntos Pelo Brasil vão apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral um Memorial da Violência Política contra a Oposição no Brasil. Entendemos que cabe ao TSE, bem como ao Supremo Tribunal Federal e às autoridades responsáveis pela segurança pública tomar inciativas que garantam eleições livres e pacíficas, coibindo agressões e violência, como as que o bolsonarismo vem praticando.

O assassinato de Marcelo é um crime político, contra a liberdade de opinião e os direitos humanos, e como tal deve ser tratado – desde a investigação até o julgamento final. Por esta razão, estamos nomeando um assistente de acusação para atuar em apoio à família e peticionando à Procuradoria-Geral da República para se manifestar junto ao Superior Tribunal de Justiça pela federalização das investigações.

A violência política é inimiga da democracia, dos direitos humanos, da liberdade de expressão e de organização. No Brasil, os incentivadores e agentes do ódio são conhecidos e respondem a um chefe que tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro. É diante de sua escalada autoritária e violenta que a sociedade brasileira e as instituições devem se manifestar com toda firmeza, em defesa do Brasil e da democracia.

Mais do que nunca, o Brasil precisa de paz.

São Paulo, 11 de julho de 2022

Movimento Vamos Juntos pelo Brasil – PCdoB, PSB, PSOL, PT, PV, Rede, Solidariedade

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