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Justiça nega suspensão do PDV, mas obriga Copel mostrar lista completa de adesão ao programa

Há algo de podre no reino do Km 3, sede da Copel em Curitiba, desconfiam os quase 6 mil funcionários da empresas recém-privatizada acerca do PDV (Programa de Demissão Voluntária).

Em virtude da falta de confiança na Copel, o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) obteve na Justiça do Trabaho o acesso à lista com os nomes e critérios de homologação de 1,4 mil funcionários da agora “corporação”.

O Juiz Titular de Vara do Trabalho, Carlos Martins Kaminski, da 20ª Vara do Trabalho de Curitiba, determinou à Copel e às suas holdings (Geração e Transmissão, Distribuição, Comercialização e Serviços), no prazo de 5 dias, “juntar aos autos os documentos que entenderem pertinentes e especificamente a lista completa dos trabalhadores que solicitaram adesão ao PDV 2023, com o respectivo ranking e indicação daqueles que tiveram a adesão indeferida/deferida.”

No entanto, o magistrado indefiriu a tutela provisória de urgência em que o Senge pleiteava a suspensão do PDV para todos os 3 mil trabalhadores da Copel.

O objetivo final dos sindicatos é garantir que a Copel cumpra todos os 3 mil PDVs homologados, dizem os sindicalistas.

A bronca teve início no último 18 de outubro quando a Copel, por e-mail, cancelou o PDV para 1,6 mil dos três mil copelianos elegíveis ao programa de demissão voluntária a partir de 14 de agosto de 2024.

Os trabalhadores se sentiram traídos pela Copel, muitos deles estão a base de remédios e calmantes, e, após três tentativa de mediação pela superintendente Regional do Ministério do Trababalho (SRT), Regina Cruz, não restou outra alternativa aos sindicados senão recorrer à Justiça.

Esta decisão, resultado de uma ação coletiva movida pelo sindicato, exige que a entrega seja realizada em um prazo ágil de cinco dias.

A Copel, até então, vinha mantendo em sigilo a referida lista, mesmo diante de solicitações formais da Delegacia Regional do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho.

O sindicato, ao entrar com a ação coletiva em 14 de dezembro, denunciou a falta de transparência da empresa no processo do PDV.

A entidade sindical destacou ainda a promessa da alta direção da Copel, incluindo o presidente Daniel Pimentel, de que todos os que aderissem ao PDV seriam contemplados.

O sindicato sustenta a existência de grave irregularidade no processo do PDV, destacando a recusa da Copel em discutir a situação para resolver o impasse.

O Blog do Esmael obteve informação de que outras entidades sindicais preparam novas ações coletivas contra a Copel, que versam sobre o PDV e outros direitos trabalhistas.

Ao menos 17 categorias são representadas por diversos sindicatos dentro da Copel.

A soma dos pedidos de indenização poderão ultrapassar R$ 1 bilhão, estimam dirigentes dessas organizações de defesa dos empregados.

Aqui você lê a íntegra da decisão liminar da Justiça do Trabalho.

Leia também no Blog do Esmael: A Advocacia-Geral da União defende a inconstitucionalidade da Lei de Privatização da Copel no STF; Tarifa de energia vai subir até 135% com privatização da Copel, aponta Audiência Pública; PDV vai piorar serviço público no país