O ex-ministro e ex-secretário Anderson Torres foi solto nesta terça-feira (11) por determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ele estava preso desde o dia 14 de janeiro, acusado de omissão nos atos golpistas que ocorreram em 8 de janeiro, quando bolsonaristas depredaram prédios públicos em Brasília.
A decisão de soltura de Anderson Torres foi condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica. O ex-ministro, que já foi chefe da segurança pública do Distrito Federal e ministro da Justiça do governo Bolsonaro, estava detido no 4º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.
Anderson Torres foi preso por omissão nos atos golpistas em 8 de janeiro, quando apoiadores do presidente Bolsonaro depredaram prédios públicos e ameaçaram a democracia brasileira.
O ex-ministro Anderson Torres viajou aos Estados Unidos antes dos atos golpistas contra o resultado das urnas, o que levantou suspeitas de conivência ou omissão – já que ele era o secretário da Segurança do DF.
A soltura do ex-ministro levanta especulações de que ele tenha feito delação premiada, haja vista a troca de advogado no final de março.
A defesa atual de Anderson Torres foi realizada pelo advogado Eumar Novacki, ex-chefe da Casa Civil do governador do DF Ibaneis Rocha (MDB) e secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na gestão de Michel Temer (MDB).
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




