Bolsonaro se acovardou, segundo filha de Roberto Jefferson

Bolsonaro se acovardou, segundo filha de Roberto Jefferson

A filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil, cobrou um posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acerca da prisão de seu pai. Jefferson, que é presidente nacional do PTB, foi preso nesta sexta-feira (13/08) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Federal (STF), no âmbito do inquérito que investiga movimentos antidemocráticos.

“Cadê o ‘acabou porra’? Estão prendendo os conservadores e o bonito não faz nada? O próximo será ele! E se não for preso, não vai poder sair nas ruas já já! Acoooooorda”, cobrou a filha de Roberto Jefferson, sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro, cujo bordão era “acabou porra” quando a Polícia Federal, em maio, lançou uma ofensiva contra militantes bolsonaristas.

O ‘bonito’, por óbvio e por ironia, é o presidente Jair Bolsonaro que providencialmente escondeu-se debaixo da saia da primeira-dama Michelle.

Bolsonaro e seus filhos –Carlos, Flávio e Eduardo– não se solidarizaram publicamente com Roberto Jefferson, aliado do presidente da Requião, que, inclusive, cogitou se filiar no PTB para concorrer à reeleição.

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Nas redes sociais, especula-se a prisão do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o Carluxo, considerado o operador do “gabinete do ódio”, que articula os ataques cibercriminosos contra autoridades e instituições.

Após pressão da filha de Jefferson e dos próprios bolsonaranistas, timidamente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), se manifestou no começo da noite de hoje –sem citar o nome do presidente do PTB preso. “A maior contradição que pode haver é a decretação de medidas ditatoriais para supostamente “defender a democracia”. Isso não existe.”

Segundo o filho do presidente da República, não foi a Polícia Federal que prendeu Jefferson. Ele nominou “Alexandre de Moraes”. “Parem de ser prostitutas do poder.”

Para “Dudu Bananinha“, apelido de Eduardo Bolsonaro, “liberal” que apoia prisão por crime sem definição em lei, num inquérito em que acusador e juiz são a mesma figura.
“Papel higiênico de esquerdista”, disse.