"CPI do Bananinha", contra o TSE, era o prego que faltava no caixão de Bolsonaro

“CPI do Bananinha”, contra o TSE, era o prego que faltava no caixão de Bolsonaro

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o “Dudu Bananinha”, na sessão que votou a privatização dos Correios, anunciou na quinta-feira (04/08) a coleta de assinaturas para instalar uma comissão para investigar os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vendeta foi imediatamente batizada de “CPI do Bananinha” em alusão ao apelido “Dudu Bananinha” cunhado pelo vice Hamilton Mourão (PRTB).

O filho Zero Três do presidente Jair Bolsonaro alega que as urnas eletrônicas são suscetíveis à fraude. O deputado “Dudu Bananinha” leu em plenário um suposto relatório do próprio TSE, obtido pela Polícia Federal. Segundo ele, o ministro Luís Roberto Barros, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, mentiu sobre a inviolabilidade do sistema de votação brasileiro.

“Ele mentiu”, disse Eduardo Bolsonaro, ao informar que solicitaria ao ministro do Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no STF, a inclusão de Barroso nas investigações de notícias falsas. Além disso, o filho do presidente ainda pediu: “Precisamos de 171 assinaturas para abrir uma CPI”.

O pedido de assinaturas para instalar a “CPI do Bananinha”, contra o TSE, era o prego que faltava no caixão do velho Bolsonaro, que é cada vez menos candidato nas eleições de 2022. Sua única bandeira, o voto impresso, sequer passou pela comissão especial da Câmara. A proposta foi rejeita por 23 votos a 11 na noite de ontem.

Depois dos devaneios acerca da CPI, ainda em plenário, “Dudu Bananinha” voltou-se contra o Correios público. Acusou a gestão da presidenta Dilma Rousseff (PT) de cometer supostas ilegalidades de R$ 7,5 bilhões no fundo Postalis. O deputado do PSL, assim como a maioria bolsonarista, votou pela privatização da empresa postal. De troco, teve de ouvir o deputado Henrique Fontana (PT-RS), com dedo em riste: “Família de corruptos, milícia, tem que explicar como um membro do clã comprou casa de R$ 5 milhões aqui em Brasília”.

Ou seja, há uma incompatibilidade “pessoal” entre o clã Bolsonaro e as instituições, no entanto, eles, incluindo a velha mídia corporativa, defendem a mesma coisa de maneira uníssona: a dilapidação do patrimônio público; mantêm blindado o sinistro da Economia, Paulo Guedes; querem substituir o Bozo, mas manter a mesma e sem graça palhaçada neoliberal.

Quanto à Câmara, ora, é preciso fazer uma limpa naquela Casa. Ao menos 80% dos deputados têm que voltar para a casa, haja vista que eles viraram despachantes do Palácio do Planalto, por meio de emendas parlamentares, por isso são contrários aos interesses da sociedade brasileira.