Bolsonaro concorda com CPI do MEC somente depois da eleição

O presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) mandou dizer que aceita a CPI do MEC somente depois da eleição de outubro.

A instalação da comissão parlamentar de inquérito reuniu 33 assinaturas de senadores, seis a mais do que necessárias.

A CPI tem como objeto investigar a atuação do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores lobistas no MEC.

Os amigos de Bolsonaro são suspeitos de praticar corrupção e pedir propina a prefeitos na Educação, inclusive em barras de ouro e bíblias.

A CPI do MEC – ou a CPI do Bolsolão – tende a começar em agosto, depois do recesso parlamentar [entre 18 a 31 de julho], no entanto, Bolsonaro quer adiá-la para outubro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explicou o motivo para deixar a CPI para depois da eleiçao de outubro:

– O governo não teme CPI nenhuma. Mas está evidente que essa CPI que querem instalar é eleitoreira, para tentar atingir o governo do presidente Jair Bolsonaro – disse o filho ‘Zero Um’ do inquilino do Palácio do Planalto.

A CPI depende do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que precisa ler o requerimento em plenário.

Resta saber se os senadores irão obedecer o mandatário, ou se mostrarão que têm alguma dignidade e independência. A conferir.

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