Bolsonaro cria a figura do “fura posto” que abatece e foge sem pagar pelo combustível

► Crise econômica pode colocar em risco a vida do frentista

A política de preço paritário da Petrobras, a diabólica dolarização, mantida pelo presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) criou a figura do “fura posto”, que abastece e foge sem pagar pelo combustível.

O fenômeno surgido no âmbito do “bolsonarismo” já foi notificado no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Amazonas.

O esquema consiste no motorista abastecer o carro e fugir do posto sem pagar pela gasolina.

Nem sempre os valores são exorbitantes.

Um dos flagrados por câmeras abasteceu seu veículo com apenas R$ 50 reais [cerca de 7 litros].

Embora haja a tipificação dessa atitude, ela surgiu com o advento da dolarização e – consequentemente – pelos preços abusivos dos combustíveis.

O “fura posto” parece ser uma atitude equivalente ao “furto famélico” ou de “estado de necessidade”, que pode invalidar a ilicitude da ação.

Se prender todos que estão desesperados, ao menos 125 milhões de brasileiros seriam presos.

A TV Globo, no Fantástico, mostrou no domingo (03/07) que um motorista abasteceu o carro, só que na hora de acertar a conta… ele acelerou e fugiu sem pagar. Mas essa cena vem se repetindo em todo o País.

A crise econômica coloca em risco a vida do frentista, trabalhador que abastece veículos nos postos de combutíveis.

No Paraná, essa prática era comum nas praças de pedágio.

O preço abusivo nas tarifas fez surgir nas rodovias os “fura pedágio”, que aceleravam quando a cancela se abria para o carro da frente.

Atualmente, as praças de pedágio estão fechadas porque venceram os contratos. No entanto, após a eleição, 15 novas praças e tarifas maiores estão previstas pela Frente Parlamentar sobre o Pedágio na Assembleia Legislativa do Paraná. Nesse cenário, os “fura pedágio” voltarão a existir no estado.

Voltemos para a questão dos preços dos combustíveis.

Como se vê, na questão dos combustíveis, não se resolveu com a redução do ICMS.

Esperava-se a revogação da dolarização dos combustíveis, no entanto, o inquilino do Palácio do Planalto não quis mexer nos privilégios dos especuladores.

A gasolina, o etanol, o diesel e a gasolina continuam com preços abusivos.

O governdor do Paraná Ratinho Junior (PSD), aliado de Bolsonaro, reduziu o ICMS de 29% para 18%.

Ele vai retirar até R$ 7 bilhões da saúde, educação e segurança pública.

Esse dinheiro vai subsidiar os especuladores e acionistas minoritários da Petrobras até a eleição.

Após a eleição, com o fim do subsídio, novos aumentos nos preços dos combustíveis são previstos.

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