Adeus, capitão: TSE exclui Forças Armadas da fiscalização das eleições e das urnas eletrônicas

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu atualizar a lista de entidades que têm legitimidade para fiscalizar o processo eleitoral no país, excluindo o Supremo Tribunal Federal (STF) e das Forças Armadas do rol de instituições autorizadas a acompanhar as fases de auditoria das urnas e dos sistemas eleitorais.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, relator da instrução, ressaltou que o STF, como guardião da Constituição e órgão máximo do Poder Judiciário, tem a função de analisar eventuais ações e recursos contra decisões do TSE. Portanto, não há necessidade de integrar as entidades fiscalizadoras, visto que o STF já possui essa competência inerente.

Quanto às Forças Armadas, o ministro Moraes enfatizou que a participação delas como entidade fiscalizadora não se mostrou necessária e é incompatível com as funções constitucionais dessa instituição.

No entanto, ele reconheceu a importância das Forças Armadas na realização das eleições, especialmente no transporte das urnas para locais de difícil acesso durante o segundo turno das Eleições Gerais de 2022.

Lista de entidades fiscalizadoras atualizada

A nova lista de instituições autorizadas a participar das etapas de fiscalização inclui:

  1. Partidos políticos, federações e coligações.
  2. Ordem dos Advogados do Brasil.
  3. Ministério Público.
  4. Congresso Nacional.
  5. Controladoria-Geral da União.
  6. Polícia Federal.
  7. Sociedade Brasileira de Computação.
  8. Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.
  9. Conselho Nacional de Justiça.
  10. Conselho Nacional do Ministério Público.
  11. Tribunal de Contas da União.
  12. Confederação Nacional da Indústria, demais integrantes do Sistema Indústria e entidades corporativas pertencentes ao Sistema S.
  13. Entidades privadas brasileiras, sem fins lucrativos, com notória atuação em fiscalização e transparência da gestão pública, credenciadas junto ao TSE.
  14. Departamentos de tecnologia da informação de universidades credenciadas junto ao TSE.

Teste de integridade com biometria

Uma outra inclusão importante nessa atualização é a introdução do Teste de Integridade com Biometria nas regras para a realização dos procedimentos de fiscalização do sistema eletrônico de votação.

Esse projeto-piloto, realizado pela primeira vez nas Eleições de 2022, utilizou as impressões digitais de quase cinco mil eleitores voluntários para verificar a integridade das urnas eletrônicas.

O novo dispositivo prevê a realização do teste a partir das Eleições Municipais de 2024 em locais adjacentes aos de votação, tornando o processo mais acessível aos eleitores.

A regulamentação e implementação desse teste serão realizadas de acordo com critérios técnicos, logísticos, orçamentários e financeiros da Justiça Eleitoral.

Além disso, as seções eleitorais que abrigarão a auditoria serão abertas a qualquer eleitor interessado, garantindo a transparência do processo.

A circulação na área onde as urnas e computadores estiverem instalados ficará restrita à Comissão de Auditoria de Votação Eletrônica, aos auxiliares designados e às pessoas previamente credenciadas para executar a auditoria.

Com essas atualizações, o TSE reforça seu compromisso com a integridade e transparência do processo eleitoral brasileiro, garantindo que as eleições ocorram de forma justa e confiável.

Essas mudanças refletem a constante evolução do sistema eleitoral do Brasil para atender às necessidades e demandas da sociedade, explicou o TSE.

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