Bolsonaro faz apologia à violência no campo no Dia do Agricultor

Bolsonaro faz apologia à violência no campo no Dia do Agricultor

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), além de corrupto, é indecente, imoral, genocida. Até mesmo em uma simples homenagem mostra seu mau-caratismo anímico, que vem da alma. Vide a publicidade oficial do Palácio do Planalto acerca do Dia do Agricultor, comemorado nesta quarta-feira, dia 28 de julho.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República, a Secom, publicou um “card” em que um homem armado [pistoleiro] de fuzil ilustra a suposta homenagem aos trabalhadores rurais.

O trabalhador rural usa com o instrumento de seu trabalho a enxada, a foice, nunca uma arma de fogo.

O líder do MST João Paulo Rodrigues, pelo Twitter, protestou contra “Bolsonaro Nazista” por publicar imagem de um “jagunço” como se fosse agricultor. “Inacreditável que esse #BolsonaroNazista homenageia os agricultores com uma imagens de um jagunço! Nossos agricultores produz alimentos e não violência! O repúdio do @MST_Oficial vira em forma de ocupação do latifúndio! Queremos terra e paz para produzir comida para nosso povo!”, reagiu o agricultor sem-terra.

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O que Bolsonaro faz foi uma apologia à violência no campo. Ele quer estimular o ódio na zona rural, o que é crime previsto no Código Penal Brasileiro:

Art. 286 – Incitar, publicamente, a prática de crime:
Pena – detenção, de três a seis meses, ou multa.

O texto no card presidencial não condiz com a imagem publicada nas redes sociais: “Fazendeiro Hoje homenageamos os agricultores brasileiros, trabalhadores que não pararam durante a crise da Covid-19 e garantiram a comida na mesa de milhões de pessoas no Brasil e ao redor do mundo.”

Também há a hipótese de a Secom estar tomada por analfabetos funcionais, o que seria uma escusa para Bolsonaro.

Ou Bolsonaro cometeu crime de apologia à violência ou a Secom virou um ninho de imbecis.