Golpe militar de 31 de março de 1964 deixou sequelas no Brasil

Nesta quarta-feira, 31 de março, bolsonaristas programam manifestações pela passagem dos 57 anos do golpe militar de 1964.

O regime fardado durou 21 anos, deixando como legado corrupção, atraso, ataques a direitos fundamentais, violência contra pessoa humana e miséria no País.

As sequelas para a marco civilizatório brasileiro são mais visíveis pelas desigualdades sociais –umas das mais perversas do planeta Terra.

No último dia 17 de março, o governo do presidente Jair Bolsonaro obteve o direito de comemorar no próximo dia 31 de março o golpe militar de 1964. A decisão foi do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região).

A data não poderia ser mais emblemática.

Nesta véspera do 31 de março, os três comandantes das Forças Armadas foram demitidos pelo presidente Jair Bolsonaro.

O que eles armam? Boa coisa não é.

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Uma das tentativas de Bolsonaro para “remoçar” o golpe seria a aprovação do “Estado de Mobilização Nacional” pela Câmara dos Deputados.

Pelo texto do deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do partido, permite a decretação da Mobilização Nacional nos casos de situação de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente de pandemia e de catástrofe natural de grandes proporções.”

Dentre as aberrações possíveis com o projeto, as polícias ficariam subordinadas diretamente ao governo federal –esvaziando o comando dos governadores de estado.

No Chile, os carabineiros [policiais militares] participaram ativamente do golpe estado de 1973, que derrubou o presidente Salvador Allende.

No caso, Bolsonaro já no poder. O golpe seria para se perpetuar no Palácio do Planalto e pular as agruras das urnas em 2022.

Pelo voto, imaginam bolsonaristas e outros analistas suprapartidários, o presidente Jair Bolsonaro não chegará sequer ao segundo turno do ano que vem.

Com mais de 313 mil cadáveres na pandemia, uma tragédia humanitária, em que os bancos continuam faturando, Bolsonaro foi “cancelado” por boa parte da elite que o apoiou em 2018.

É neste ambiente fúnebre que os bolsonaristas que restaram pretendem comemorar o golpe de 31 de março.