Avião de Bolsonaro arremete por causa das queimadas, mas presidente minimiza destruição do Pantanal

O presidente Jair Bolsonaro, ele mesmo, relatou nesta sexta-feira (18) que quase foi ‘encontrar-se com Jesus’ por falta de visibilidade e que seu avião teve que arremeter por causa das queimadas na região do Pantanal.

O avião presidencial onde estavam Bolsonaro e a comitiva precisou arremeter na primeira tentativa de pouso no aeroporto municipal Presidente João Figueiredo, em Sinop, no Mato Grosso, por problemas de visibilidade provocado pela fumaça das queimadas que destroem o Pantanal.

Entretanto, Bolsonaro negou que as queimadas sejam um problema sério, que merecem atenção do poder público. “Querem atingir o agronegócio”, criticou, numa tentativa de minimizar a catástrofe para o meio ambiente brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro que incêndios em vegetação ocorrem no Brasil há anos e a pressão sobre o governo brasileiro ocorre porque países estrangeiros “têm interesse em enfraquecer o agronegócio nacional” por serem “concorrentes”.

“Nós estamos vendo alguns focos de incêndio em todo o Brasil. Isso acontece ao longo de anos, e temos sofrido uma crítica muito grande, porque, obviamente, quanto mais nos atacarem, melhor interessa para os nossos concorrentes para aquilo que nós temos de melhor, que é o nosso agronegócio. Países outros que nos criticam não têm problemas de queimadas, porque já queimaram tudo em seu país”, disse o presidente.

Sobre o arremetimento da aeronave do presidente foi relatada da seguinte forma:

“Hoje quando o avião foi aterrissar, ele arremeteu. Foi a 2ª vez na minha vida que acontece isso, uma vez foi no Rio de Janeiro, e, obviamente, algo anormal está acontecendo, no caso é que a visibilidade não estava muito boa”, declarou Bolsonaro.

Arremeter, que bicho é esse?

Arremeter ou borregar é o procedimento no qual o piloto de uma aeronave retoma o voo da mesma depois de falhas no procedimento do pouso ou quando o piloto não tiver referência visual da pista. A arremetida ou borrego pode ocorrer ainda em voo, durante a reta final ou após a aeronave ter “tocado” a pista.

Jornal Nacional, da Globo, se une a Bolsonaro contra professores

A Globo faz coro com o presidente Jair Bolsonaro segundo qual os professores não querem trabalhar, por isso resistem à volta às aulas presenciais.

Os educadores afirmam que só retornarão às salas de aula, presencialmente, quando houver segurança para eles e para os alunos. Alegam que é preciso ocorrer a vacinação antes da normalização das aulas.

O Jornal Nacional, da Globo, vai bater na tecla hoje (18) à noite da queda dos casos de covid-19 e da volta às aulas em São Paulo, a partir de 7 de outubro, da educação infantil ao ensino superior nas redes públicas e privadas.

Em sua live desta quinta-feira (17), Bolsonaro atacou os educadores repetindo como se fosse um mantra o mesmo texto da Globo:

“É inadmissível. Já perdemos um ano letivo”, disse o presidente. “Nós somos o país que tem o maior número de dias da molecada sem aula. Hoje, mandei uma mensagem para o ministro Milton, da Educação, pra ele se preparar e começar a orientar, já que a decisão não é nossa. É dos governadores e de prefeitos. Para que se volte às aulas no Brasil”, completou.

Para o presidente Jair Bolsonaro, o sindicato dos educadores, que é de esquerda, segundo ele, está achando “muito bom” ficar em casa.

“Por outro lado, fica vindo sindicato dos professores… o pessoal deveria saber como é composta a ideologia dos sindicatos de professores do Brasil. É um pessoal de esquerda radical. Para eles, está muito bom o pessoal ficar em casa”, atacou.

Por sua vez, os professores responderam a covarde agressão do presidente da República. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) classificou os ataques de Bolsonaro um “disparate” contra o magistério brasileiro.

“Exigimos que você respeite esse povo, a classe trabalhadora, as professoras e professores do nosso país”, disse o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

O dirigente do CNTE afirmou que Jair Bolsonaro faz um trabalho negativo e pediu que ele renuncie ao cargo em respeito aos professores e professoras deste país.

O Brasil tem 4.495.183 casos e 135.793 mortes por covid-19 nesta sexta-feira (18), informa o Ministério da Saúde.

Assista ao vídeo:

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