Raquel Dodge anuncia investigação da PGR sobre o assassinato de Marielle Franco

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Raquel-DodgeNas vésperas de deixar a Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge resolveu meter o bedelho no Caso Marielle Franco, qual seja, no assassinato da vereadora do PSL do Rio e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, cuja autoria ainda é uma incógnita.

A procuradora-geral pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) a íntegra do inquérito policial instaurado para apurar possíveis irregularidades na investigação dos covardes assassinatos da parlamentar e de seu assessor.

O em que Raquel Dodge se enfia nesse imbróglio coincide com a crise na Polícia Federal do Rio, aberta depois da intervenção do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas investigações da corporação que envolvem além da morte de Marielle e de Anderson a conexão entre seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o Caso Queiroz, com a milícia no estado fluminense.

“O fundamento para este pedido só pode ser analisado diante de evidências que foram coligidas no inquérito instaurado para verificar se havia o desvio ou deficiência na investigação. Além disso, há ainda indícios de envolvimento de pessoa com prerrogativa de foro junto ao STJ”, justificou a procuradora-geral da República.

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De acordo com a Constituição Federal, compete a ela, procuradora-geral, verificar eventual pedido de deslocamento de competência das investigações. Dodge suspeita que a apuração original foi direcionada para inocentar mandantes dos assassinatos.

Marielle e Anderson foram assassinados em 14 de março do ano passado, portanto, há um ano e meio. Mas até agora os mandantes não foram identificados e nem foram tomadas medidas para a responsabilização criminal dessas pessoas, diz a PGR.

“Passados quase seis meses da denúncia e praticamente um ano e meio dos crimes, não se têm notícias da identificação dos mandantes e nem de providências para a responsabilização criminal dessas pessoas. A impunidade dos mandantes é manifesta”, destaca a procuradora-geral.

Para a procuradora-geral da República, há indícios da autoria intelectual [do crime] de pessoa com prerrogativa de foro perante a corte.

“A negativa de acesso aos dados de investigação coligidos por requisição da própria PGR mantém o grave estado atual de incerteza em relação aos mandantes do crime, tornando perene a conclusão de que a morte da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes foi mero crime de ódio”, afirma Raquel Dodge.

Com informações do site CONJUR

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