Por Esmael Morais

Falta de merenda e obras suspensas vão tumultuar início do ano letivo de 2016, denuncia APP-Sindicato

Publicado em 15/02/2016

Sobre a distribuição das aulas, Walkíria afirmou que persiste o problema do fechamento de turmas por parte do governo, grande parte em escolas do campo e de formação profissional. O fechamento de turmas ocorre em cascata, sempre reduzindo o número de turmas iniciais. A secretária informou que o número de turmas fechadas é menor que nos anos anteriores, e que a APP vem recorrendo à SEED para a manutenção das turmas.

Sobre a merenda, o governo do estado publicou o edital para compra dos alimentos para 2016 somente no final da semana passada. Este atraso deverá causar falta de comida nas escolas nos primeiros meses.

Além disso, o estado reduziu ao mínimo da lei a aquisição de produtos da agricultura familiar dando preferência a compra dos grandes produtores. Essa opção, apesar de econômica, causa forte impacto nos pequenos municípios, além de prejudicar a qualidade da merenda.

Sobre a situação física das escolas a realidade é bastante preocupante. Devido aos desvios de recursos para construção e reformas de escolas estaduais, investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na operação Quadro Negro, todas as reformas e construções de escolas estaduais foram suspensas e passam por auditoria.

O resultado é dramático, pois os recursos são federais e o dinheiro têm prazo para ser utilizado. Caso contrário o dinheiro tem que ser devolvido. As obras demoram mais de um ano para serem aprovadas, pois os processos tramitam em diversos órgão federais. Ou seja, a corrupção no governo Beto Richa (PSDB) está causando um prejuízo que vai muito além do dinheiro desviado.

Professora Walkíria citou o caso de uma escola em Ponta Grossa na qual as aulas são ministradas numa quadra esportiva e as turmas são divididas por tapumes. “Qual é a qualidade de ensino que pode se esperar dessa situação?”, questiona.

Sobre as mobilizações dos professores, no dia 17 de março haverá um dia nacional de paralisação em defesas do Piso Salarial Nacional, que não está sendo cumprido no Paraná. Nos dias 1º e dois de abril haverá a reunião do Conselho Estadual da APP e a Assembleia Estadual da APP. Uma nova paralisação está marcada para o dia 29 de abril para lembrar um ano do massacre no Centro Cívico.

Além disso, prosseguem as negociações com o governo pelas pautas dos educadores e nos próximos dias será inciada a campanha salarial para 2016.