Por Esmael Morais

‘à‰ a economia estúpido’: Emprego formal cresceu no país em novembro

Publicado em 18/12/2014

Com isso o déficit do mês anterior, de 30.283 postos de trabalho, foi zerado e ainda ficou o saldo, uma variação de 0,02% em relação ao estoque do mês anterior. Essa queda, de acordo com o ministério, fora causada principalmente pela perda de postos na Construção Civil e na Agricultura.

Para o ministério, a recuperação de novembro, embora leve, indica que o Brasil continuou gerando empregos com carteira assinada em 2014, ano considerado pelos economistas como o pior para o País desde o início da crise financeira mundial, em 2008. Além disso, em geral, o mês de novembro, segundo o Caged, apresenta saldo menor que o verificado em outubro.

Ano

No ano, até novembro, o saldo de empregos formais gerados no País é de 938.043, segundo o Caged. O total de empregos com carteira assinada criados no período de janeiro de 2011 a novembro de 2014 é de 5.818.121, correspondendo a uma alta de 13,20%.

Em termos percentuais, no acumulado do ano o emprego cresceu 2,31%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 430.463 postos de trabalho, correspondendo à  elevação de 1,05%.

Setores

Do total dos oito setores pesquisados, três expandiram o nível de emprego, com destaque para o Comércio (+105.043 empregos, saldo superior ao ocorrido em novembro de 2013 e a média de 2003 a 2013 (+103.258 e +95.739 postos respectivamente) e, em menor medida, para os Serviços (+29.526 postos, após ter apresentado desempenho positivo tênue em outubro último: + 2.433 postos de trabalho).

O bom desempenho do setor Serviços, segundo o Caged, se originou da expansão em três dos seis ramos que o integram. Neste segmento, os ramos que apresentaram desempenho positivo foram: Serviços de Alojamento e Alimentação (+17.933 postos ou +0,31%), Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+8.125 postos ou +0,16%) e Serviços Médicos e Odontológicos (+6.730 postos ou +0,36%), terceiro melhor resultado para o mês.

Regiões

As regiões com maior crescimento de postos de trabalho com carteira assinada foram: Sul (+24.232 postos ou +0,32 %) e Nordeste (+11.231 postos ou + 0,17%), ambos devido ao Comércio.

Estados

Entre as 27 unidades da Federação, 14 aumentaram o nível de emprego. Os destaques positivos foram: Rio de Janeiro: + 14.051 postos ou +0,36 %, devido ao Comércio(+13.070 postos), Rio Grande do Sul: +10.912 postos ou +0,40%, devido ao Comércio (+7.483 postos), Santa Catarina: +8.460 postos ou +0,41 %, devido ao Comércio (+6.133 postos) e Ceará: +8.032 postos ou + 0,65%, devido ao Comércio (+5.501 postos)

Nível de emprego aumentou no conjunto das nove áreas metropolitanas
O nível de emprego no conjunto das nove àreas Metropolitanas Pesquisadas (AM) apresentou aumento de 0,17% ou +29.448 postos de trabalho. Esse resultado decorreu da elevação do mercado de trabalho em seis das nove áreas analisadas.

As áreas metropolitanas que mais geraram empregos foram: Rio de Janeiro (+11.585 postos ou + 0,39%); São Paulo (+8.681 postos ou + 0,13%); e Fortaleza (+ 6.804 postos ou + 0,74%).

Com informações do Blog do Planalto.