‘à‰ a economia estúpido’: Emprego formal cresceu no país em novembro

DILMA-EMPREGOSà‰ a economia, estúpido!!. Essa frase dita por James Carville, estrategista de Bill Clinton na campanha eleitoral norte-americana de 1992, pode ser também empregada hoje para explicar o pleno emprego no Brasil e o aumento de popularidade da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Assim como os partidários George H. Bush, o pai, não entendiam porque perdiam a reeleição para Clinton, os correligionários de Aécio Neves e PSDB não entenderam ontem como subiu a aprovação de Dilma na pesquisa do Ibope (clique aqui) mesmo apanhado covardemente da mídia todo santo dia.

Bush perdeu eleição porque a economia dos Estados Unidos mergulhava na recessão. Dilma foi reeleita porque o pleno emprego, o crescimento de postos formais, continua dando sustentação política a ela.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (18), pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a geração de empregos com carteira assinada na economia brasileira mostrou sinais de recuperação em novembro, com 8.381 vagas formais, saldo entre um total de admissões de 1.613.006 menos 1.604.625 desligamentos no período.

Com isso o déficit do mês anterior, de 30.283 postos de trabalho, foi zerado e ainda ficou o saldo, uma variação de 0,02% em relação ao estoque do mês anterior. Essa queda, de acordo com o ministério, fora causada principalmente pela perda de postos na Construção Civil e na Agricultura.

Para o ministério, a recuperação de novembro, embora leve, indica que o Brasil continuou gerando empregos com carteira assinada em 2014, ano considerado pelos economistas como o pior para o País desde o início da crise financeira mundial, em 2008. Além disso, em geral, o mês de novembro, segundo o Caged, apresenta saldo menor que o verificado em outubro.

Ano

No ano, até novembro, o saldo de empregos formais gerados no País é de 938.043, segundo o Caged. O total de empregos com carteira assinada criados no período de janeiro de 2011 a novembro de 2014 é de 5.818.121, correspondendo a uma alta de 13,20%.

Em termos percentuais, no acumulado do ano o emprego cresceu 2,31%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 430.463 postos de trabalho, correspondendo à  elevação de 1,05%.

Setores

Do total dos oito setores pesquisados, três expandiram o nível de emprego, com destaque para o Comércio (+105.043 empregos, saldo superior ao ocorrido em novembro de 2013 e a média de 2003 a 2013 (+103.258 e +95.739 postos respectivamente) e, em menor medida, para os Serviços (+29.526 postos, após ter apresentado desempenho positivo tênue em outubro último: + 2.433 postos de trabalho).

O bom desempenho do setor Serviços, segundo o Caged, se originou da expansão em três dos seis ramos que o integram. Neste segmento, os ramos que apresentaram desempenho positivo foram: Serviços de Alojamento e Alimentação (+17.933 postos ou +0,31%), Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+8.125 postos ou +0,16%) e Serviços Médicos e Odontológicos (+6.730 postos ou +0,36%), terceiro melhor resultado para o mês.

Regiões

As regiões com maior crescimento de postos de trabalho com carteira assinada foram: Sul (+24.232 postos ou +0,32 %) e Nordeste (+11.231 postos ou + 0,17%), ambos devido ao Comércio.

Estados

Entre as 27 unidades da Federação, 14 aumentaram o nível de emprego. Os destaques positivos foram: Rio de Janeiro: + 14.051 postos ou +0,36 %, devido ao Comércio(+13.070 postos), Rio Grande do Sul: +10.912 postos ou +0,40%, devido ao Comércio (+7.483 postos), Santa Catarina: +8.460 postos ou +0,41 %, devido ao Comércio (+6.133 postos) e Ceará: +8.032 postos ou + 0,65%, devido ao Comércio (+5.501 postos)

Nível de emprego aumentou no conjunto das nove áreas metropolitanas
O nível de emprego no conjunto das nove àreas Metropolitanas Pesquisadas (AM) apresentou aumento de 0,17% ou +29.448 postos de trabalho. Esse resultado decorreu da elevação do mercado de trabalho em seis das nove áreas analisadas.

As áreas metropolitanas que mais geraram empregos foram: Rio de Janeiro (+11.585 postos ou + 0,39%); São Paulo (+8.681 postos ou + 0,13%); e Fortaleza (+ 6.804 postos ou + 0,74%).

Com informações do Blog do Planalto.

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