André Vargas rebate denúncias e sugere regulação de lobby na Câmara

André Vargas pediu desculpas por sua falha e sugeriu que o lobby seja regulado na Câmara. Ele disse que é normal, na Casa, deputados receberem empresários e prefeitos que têm interesse em projetos no governo federal; petista admitiu que, em relação ao avião, cometeu equívoco! e foi imprudente!; segundo o parlamentar, não há lei que proíba isso. "Já recebi vários [prefeitos e empresários], assim como os demais deputados".

André Vargas pediu desculpas por sua falha e sugeriu que o lobby seja regulado na Câmara. Ele disse que é normal, na Casa, deputados receberem empresários e prefeitos que têm interesse em projetos no governo federal; petista admitiu que, em relação ao avião, cometeu equívoco! e foi imprudente!; segundo o parlamentar, não há lei que proíba isso. “Já recebi vários [prefeitos e empresários], assim como os demais deputados”.

O vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), nesta quinta (2), admitiu em discurso da tribuna que cometeu um “equívoco” e foi “imprudente” ao viajar, no começo em janeiro de 2014, em um avião do empresário Alberto Youssef, preso em março pela Polícia Federal sob a acusação de movimentar cerca de R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro.

“Claro que, com relação ao avião, eu reconheço, fui imprudente. Foi um equívoco, deveria ter evitado. Peço desculpas aqui e à  minha família”, discursou o petista, que, pelos aplausos recebidos, convenceu ao plenário de que não cometeu ilegalidade alguma.

O vice-presidente da Câmara confirmou que conhece o empresário londrinense há 20 anos, mas disse que desconhecia o motivo da investigação e prisão de Youssef.

“Conheço Youssef há 20 anos. Ele é hoje proprietário do maior hotel da minha cidade. Conheço o processo pelo qual passou e em que se transformou em testemunha da PF em processos por lavagem de dinheiro. Não conhecia o motivo pelo qual ele estava sendo investigado”, garantiu Vargas.

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