Coluna do André Vargas: “Só falta o governador Richa nomear o homem da sogra para a Segurança”

André Vargas, em sua coluna de hoje, relata as trapalhadas de Beto Richa que teria "nomeado" o delegado da PF José Iegas sem pedir sua disposição funcional ao Ministério da Justiça; "o governador desconhecia as normas do Ministério da Justiça que não permite que um membro de sua alta cúpula assuma um cargo público em outro órgão sem antes passar por um período fora da Polícia Federal", criticou; colunista disse ainda que a tragédia na área da segurança já era anunciada; o Paraná precisa de um comando e quem deveria comandar é o próprio governador Beto Richa que, ao contrário, prefere ficar chorando nos quatro cantos do Estado, dizendo que o governo federal não o ajuda. Mentira!; ao final, o vice-presidente da Câmara sugere que Beto Richa nomeará Ezequias Moreira, o homem da sogra, como interventor na Secretaria de Segurança Pública; Pois é só o que falta!, sapeca.

André Vargas, em sua coluna de hoje, relata as trapalhadas de Beto Richa que teria “nomeado” o delegado da PF José Iegas sem pedir sua disposição funcional ao Ministério da Justiça; “o governador desconhecia as normas do Ministério da Justiça que não permite que um membro de sua alta cúpula assuma um cargo público em outro órgão sem antes passar por um período fora da Polícia Federal”, criticou; colunista disse ainda que a tragédia na área da segurança já era anunciada; o Paraná precisa de um comando e quem deveria comandar é o próprio governador Beto Richa que, ao contrário, prefere ficar chorando nos quatro cantos do Estado, dizendo que o governo federal não o ajuda. Mentira!; ao final, o vice-presidente da Câmara sugere que Beto Richa nomeará Ezequias Moreira, o homem da sogra, como interventor na Secretaria de Segurança Pública; Pois é só o que falta!, sapeca.

André Vargas*

à‰ certo que o indivíduo não só tem o direito como o dever de auxiliar o Estado na organização de ações da segurança pública. Isto o torna um cidadão consciente e o compromete com a missão e o desempenho dos programas governamentais que visem à  redução da insegurança da população. No caso do Estado do Paraná, pergunto: como participar, se o governador pouco ou nada entende do assunto, não participa das ações nem como chefe maior do poder, não dá oportunidade e, o que é ainda mais lamentável, não consegue administrar tão vital e importante setor que mexe com a vida de todos nós?

Este aumento da violência que é visto por nós, cidadãos paranaenses, essa troca-troca de secretários e dirigentes na área de segurança, onde a Polícia Civil não senta na mesma mesa com policiais militares, onde o Ministério Público não se entende com a Secretaria de Segurança gera, em nós, um sentimento de pavor, medo e impotência. Diante dessa falta de pulso, do próprio governador, no combate à  criminalidade, Beto Richa vem, diante da televisão, dizer que os índices de criminalidade no Paraná baixaram e estão dentro dos níveis aceitáveis. Não é, no entanto, o que vemos.

Para se ter uma ideia de como a segurança pública anda mal das pernas no Paraná, esta é a terceira vez, em pouco mais de três anos de governo, que Beto Richa trocou o secretário de Segurança Pública, numa clara demonstração de que não soube fazer as escolhas certas e teve de recuar por vontade de forças internas das corporações.

Primeiro foi o delegado da Polícia Federal, Reinaldo de Almeida Cesar, escolhido por amigos do governador para um cargo de grande importância, embora sem experiência para assumí-lo. Deu no que deu. Não aguentou a pressão e ganhou o rumo de casa.

Em seguida, Richa nomeou Cid Vasquez para o cargo e, já nos primeiros dias, começou a pressão, pelo Gaeco, e a queda era certa, por questão de meses. Também não suportou a pressão e tomou o rumo de casa. Neste período em que trocou o secretário de Segurança Pública, o governador Beto Richa sequer deu satisfações à  população sobre os motivos que o levaram a promover mudanças no setor. O próprio governador, sem pulso, acabou cedendo à s mesmas pressões e se calou.

Enquanto a onda de violência campeia, lá vem o governador Beto Richa para cumprir um mero papel de executivo e nomeia o delegado da Polícia Federal José Alberto de Freitas Iegas como novo secretário de Segurança Pública do Paraná. O estranho é que o governador desconhecia as normas do Ministério da Justiça que não permite que um membro de sua alta cúpula assuma um cargo público em outro órgão sem antes passar por um período fora da Polícia Federal.

Mas, mesmo assim, o “novo” secretário foi à  televisão e disse o óbvio: A determinação do governador é dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado na segurança pública para reduzir ainda mais os índices de criminalidade!.

Minha gente! Pelo amor de Deus… O Governador quer dar continuidade ao trabalho…O que precisa é o governo deixar de ser um mero interlocutor entre a mídia e a população sobre queda dos índices de violência e adotar, efetivamente, uma política de segurança pública contínua e cidadã. O que precisa é de alguém que assuma, com braço forte, esse frágil setor que deixa incômoda toda a população paranaense.

Como já alertei aqui neste espaço, a segurança pública no Paraná precisa de um comando e quem deveria comandar é o próprio governador Beto Richa que, ao contrário, prefere ficar chorando nos quatro cantos do Estado, dizendo que o governo federal não o ajuda. Mentira. O governo federal tem ajudado e em muito o Estado do Paraná, mas, lamentavelmente, o governador se pautou pelo muro das lamentações ao invés de assumir e agir. Lamentavelmente, Richa não assume nada.

Nestes três anos de mandato, Richa instalou o caos em nosso Estado, principalmente na área de segurança, onde há duplo !“ ou nenhum !“ comando, numa indigesta briga interna entre os órgãos que deveriam cuidar das ações de Segurança Pública. Essa frouxidão do governador nos remeteu ao desmando no sistema, com a consequente onda de insegurança.

Quem sabe, Beto Richa também nomeará Ezequias Moreira como interventor na Secretaria de Segurança Pública. Pois é só o que falta.

*André Vargas, deputado federal pelo PT do Paraná, vice-presidente da Câmara, é colunista do Blog do Esmael. Escreve sobre poder e socialismo nas terças-feiras.

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