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Coluna do Bruno Meirinho: Segredos íntimos ou o que tem a ver o grampo de Nixon com Dilma?

Bruno Meirinho*

A divulgação das gravações de conversas entre Lula e a presidenta Dilma e outros interlocutores pelo juiz federal Sergio Moro, da Lava-jato, é o fato derradeiro que demonstra a incapacidade deste juiz para julgar o processo.

Confesso: no princípio eu lhe dei o benefício da dúvida. O julgamento de figuras de alto escalão de governistas e empreiteiras não era, por si só, circunstância suficiente para caracterizar a suspeição do magistrado. Afinal, certamente os governos Lula e Dilma se caracterizaram mais pela entrega ao fisiologismo (chamado de governabilidade) do que pela fidelidade programática. O envolvimento em esquemas de corrupção seria mera decorrência dessa escolha.

Sem descartar que crimes tenham sido cometidos e devam ser investigados, a permanência de Moro à frente desse processo é um desserviço às instituições e à própria elucidação dos fatos. A veiculação de gravações ilícitas feitas sob sua jurisdição causaram graves danos a todos os envolvidos, e não comprovaram nada. Moro sabe que um fato consumado vale mais do que a legalidade, e, se for mantido na função, será um exemplo de que a atuação ilegal de juízes “vale a pena”, se os fins inconfessáveis justificarem os meios.

Moro tem posição prévia sobre esse caso. Não exibe, de forma objetiva, capacidade de julgar de forma equilibrada os fatos investigados, e demonstrou isso no despacho bizarro por meio do qual justificou a divulgação de gravações sem nenhuma relevância jurídica, mas com grande potencial constrangedor dos interlocutores. Para ele,

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