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Lula adia viagem à China em meio a especulações de novo golpe de Estado

O Palácio do Planalto comunicou na manhã desta sexta-feira (24/3) que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficará hoje sem agenda ofoicial após exames no hospital Sírio Libanês ontem à noite, 23/3.

Segundo a nota, o presidente está com pneumonia leve e irá, em função disso, adiar para domingo (26/3) o início da sua viagem para a China.

O adiamento da viagem ao país asiátio deu início a especulações de que estaria em curso um novo golpe de Estado.

A BBC News, sucursal Brasil, fez recentemente uma pergunta capciosa sobre executivos de sucessora da Odebrecht que acomapanharão Lula em viagem à China. E traz à tona que a antiga empresa foi investigada – e destruída – pela Lava jato.

Merval Pereira, do Globo, personagem do golpe de 2016, escreve que Lula está ansioso e nervoso. Segundo ele, por isso a economia não deslancha – omitindo a maior taxa de juros do mundo, que é defendida pela emissora carioca. Merval macaqueia as alegações da Folha.

Os jornalões da velha mídia ainda gastam energia acerca de declarações do presidente Lula sobre a operação da Polícia Federal que desbaratou plano do PCC para assassinar Sérgio Moro, Geraldo Alckmin e outras autoridades. Para o mandatário, trata-se de mais uma armação do ex-juiz da Lava Jato.

Feita essas contextualizações, há quem relacione a viagem de Lula para China à visita de Jango Goulart, em 1961, a Pequim. Na volta, as elites brasileiras deram o golpe do parlamentarismo e três anos depois mergulharam o país numa escuridão que durou 21 anos.

Na entrevista ao portal Brasil 247, terça (21/3), o presidente Lula disse que Bolsonaro planejara derrubar o governo então eleito no dia 1º de janeiro, dia da posse, porém recuou devido à participação popular.

Teorias da conspiração à parte, a velha mídia corporativa e golpista tem propriedade cruzada com bancos e especuladores. Logo, esses veículos de desinformação têm interesse direto na manutenção da política de juros altos, privatizações do setor energético, Banco Central “independente” do país, enfim, o reino absoluto do capital financeiro.

Ao Lula restaria o papel de primeiro-ministro, sobraria a ele função decorativa e representativa. O petista seria chefe de governo com força apenas nas pautas identitária, ao invés de chefe de Estado como é hoje.

No entanto, são apenas especulações e torcidas do lavajatismo e bolsonarismo que não se conformam com a derrota eleitoral de 2022. Mesmo com a vitória de Lula, eles querem a manutenção de seu programa de governo que é antipovo.

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