- Fundo eleitoral, emendas parlamentares e dívida pública: um jogo de interesses que o povo não pode ignorar
- O orçamento de 2024 reserva R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, R$ 53 bilhões para emendas parlamentares e R$ 2,5 trilhões para o sistema da dívida pública
O orçamento de 2024, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro de 2023, reserva R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, R$ 53 bilhões para emendas parlamentares e R$ 2,5 trilhões para o sistema da dívida pública.
Essa anomalia é denunciada pelo site Auditoria Cidadã, da coordenadora Maria Lucia Fattorelli – uma das principais lutadoras brasileiras pela auditoria da dívida pública interna.
Esses valores, elevados e crescentes, chamam a atenção para o jogo de interesses que se estabelece entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e que tem como resultado o aumento do gasto público e o descaso com as necessidades da população.
Fundo eleitoral
O fundo eleitoral é um mecanismo de financiamento público das campanhas eleitorais. Em 2024, o valor destinado ao fundo é de R$ 4,9 bilhões, o que representa um aumento de 145% em relação ao valor de 2022.
O aumento do fundo eleitoral é criticado por diversos setores da sociedade, que o consideram um privilégio para os partidos políticos e um desperdício de recursos públicos.
Emendas parlamentares
As emendas parlamentares são instrumentos que permitem aos parlamentares destinar recursos do orçamento para obras e serviços em seus estados e municípios. Em 2024, o valor total das emendas parlamentares é de R$ 53 bilhões, o que representa um aumento de 40% em relação ao valor de 2023.
As emendas parlamentares são utilizadas pelos parlamentares para atender a interesses políticos e eleitorais, e não necessariamente a necessidades reais da população.
Dívida pública
A dívida pública brasileira é a maior do mundo em relação ao PIB. Em 2024, o valor da dívida pública é de R$ 10 trilhões, o que representa 88% do PIB.
O pagamento da dívida pública é uma das principais despesas do governo federal. Em 2024, o valor destinado ao pagamento da dívida pública é de R$ 2,5 trilhões, o que representa 49% do orçamento federal.
Moral da história
Os valores elevados do fundo eleitoral, das emendas parlamentares e do sistema da dívida pública demonstram que o governo federal está priorizando os interesses de grupos e setores específicos em detrimento das necessidades da população.
A conscientização da população sobre esse jogo de interesses é essencial para mudar os rumos da política brasileira.
Quanto ao valor de R$ 2,5 trilhões aprovados para o sistema da dívida pública, isso a Globo não mostra porque a emissora carioca atua em conluio com bancos, especuladores e fundos de investimentos.
Ou seja, os jornalões distraem o distinto público gritando “pega ladrão” com cerca de R$ 58 bilhões, enquanto os banqueiros saem incólumes com R$ 2,5 trilhões dos cofres públicos à luz do dia.
A velha mídia golpista tem propriedades cruzadas com o sistema financeiro.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




