Desistência de Lula pode reorganizar esquerda para 2022

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O ex-presidente Lula, em ato falho, revelou ontem (8) no Rio que não disputará a eleição presidencial de 2022.

O petista alegou que tem muitos processos, terá 77 anos de idade, e que a Globo não gosta de dele.

Por mais contraditório que possa parecer, se consolidada, a desistência do ex-presidente Lula pode ser transformada num novo polo aglutinador das forças de esquerda e de centro.

O exemplo vindo da Argentina, ao que parece, foi bastante pedagógico para Lula e o PT: Cristina Kirchner desistiu de ser cabeça de chapa e concorreu na vice de Alberto Fernández; a “Fórmula K” deu certo e derrotaram o governo neoliberal Mauricio Macri.

Dito isto, o recuo de Lula pode atrair novamente para o campo o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), trazer para mais perto do ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), o governador Flávio Dino (PCdoB-MA), bem como consolidar aliados estratégicos como PCdoB, PSB, PSOL, dentre outros.

Some-se a isso, com a desistência, a “Operação Chulé” da Lava Jato também perderia objeto e largaria do pé do ex-presidente Lula e de seus familiares, que são alvos de investigação justamente para atingir politicamente o petista.

Note caríssimo leitor, porém, que o PT tem Fernando Haddad como principal nome para substituir Lula em 2022. Entretanto, até lá, muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte.

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