Bolsonaro está ficando sem reportório no fim do mandato

Está chegando ao fim o repertório à disposição do presidente cessante Jair Bolsonaro para desviar de assuntos espinhosos, como a grave crise econômica que assola o país.

A penúltima dele foi ajuizar uma notícia-crime contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por abuso de poder no âmbito do “inquérito das fake news”.

Evidentemente que Bolsonaro já sabia o resultado, bem como o Blog do Esmael: o ministro Dias Toffoli, do mesmo Supremo Tribunal Federal, rejeitou nesta quarta-feira (18/05) o pedido de investigação apresentado pelo inquilino do Palácio do Planalto.

Bolsonaro vestiu a carapuça depois que Moraes disse, no sábado (14/05), que a internet deu voz aos imbecis.

Dito isso, o repertório de Bolsonaro está nos estertores nesse fim de mandato.

Na semana passada, para driblar sua responsabilidade nos aumentos dos combustíveis, ele trocou o ministro de Minas e Energia e lançou o factoide da privatização da Petrobras.

Em Brasília, até as emas do Palácio da Alvorada sabem que em ano eleitoral assuntos cabeludos não prosperam no Congresso Nacional.

Em suas lives de quinta-feira, o presidente também se especializou em colocar bodes na sala.

Questionamento de urnas eletrônicas, bravatas usando as forças armadas, pauta moralista e identitarista, tudo para não enfrentar o debate do desemprego, a volta da fome e da miséria, a carestia, enfim, o desgoverno nesse final de feira.

A Globo e os jornalões da velha mídia corporativa, embora em público rejeitam Bolsonaro, tentam puxar as eleições para o terreno movediço que desfavorece o ex-presidente Lula.

Até agora, PT e Lula não caíram na esparrela do ‘falso debate’ sobre golpe.

Os barões da mídia nunca foram defensores da democracia e não é agora que o serão.

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