A polícia como arma política no Rio de Janeiro

► Freixo acusa governador do Rio de usar a polícia para fazer política eleitoral

A operação no Complexo do Alemão, no Rio, deixou 18 mortos na quinta-feira (21/07).

Foi a quarta operação policial mais letal da história do Rio.

Antes, a polícia matou 28 pessoas no Jacarezinho, em maio de 2021; e 25 na Vila Cruzeiro, em maio deste ano.

A terceira operação policial mais letal foi em 2007, quando morreram 19 pessoas em uma ação na Baixada Fluminense.

Voltemos à operação de ontem, quando restaram 18 mortos – 16 suspeitos, além de um policial militar e de mulher atingida quando passava de carro.

O pré-candidato do PSB ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, criticou o governador Cláudio Castro (PL).

– O vice do Witzel é fraco e sem rumo. O maior problema de ele ter herdado o cargo sem estar preparado para isso é usar a polícia para fazer política – declarou Freixo, lembrando que Castro era vice do governador cassado Wilson Witzel, ao lamentar a morte de um policial e de uma mulher no Alemão.

Pelas contas de Freixo, o atual governador já soma 71 mortes em apenas três ações na capital fluminense – desde que assumiu o cargo em maio de 2021.

Cláudio Castro, aliado do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL), já é o mais letal governador da história do Rio de Janeiro.

Os alvos da polícia são os mesmos de sempre: pretos, pobres e periféricos.

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