A casa da velha Lava Jato caiu. Outrora conhecida como uma das maiores operações de combate à corrupção no Brasil, a antiga força-tarefa está agora envolvida em um escândalo ainda maior. As recentes denúncias do empresário curitibano Tony Garcia, divulgadas pela revista Veja, trazem à tona uma série de atos ilegais e abusivos cometidos pelo ex-juiz Sergio Moro e sua equipe de procuradores. Essas revelações chocantes apontam para uma perseguição política direcionada a políticos e empresários ligados ao PT e a Luiz Inácio Lula da Silva.
Tony Garcia, um dos principais delatores da Lava Jato no Paraná, concedeu uma entrevista à Veja na qual revelou que Moro o chantageou a pagar uma multa de R$ 10 milhões em um processo contra ele, sob a ameaça de prisão preventiva. Além disso, Garcia afirmou que Moro o instruiu a forjar uma prova contra José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, que foi condenado sem provas durante a operação.
Atuando como agente infiltrado, empresário também revelou que Deltan Dallagnol e outros três procuradores da Lava Jato o pressionaram a omitir fatos em sua delação que poderiam beneficiar o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Ele ainda alegou que os desembargadores do TRF4 foram chantageados pelo ex-juiz Moro após participarem de uma festa em Curitiba, onde foram gravados em situações comprometedoras com prostitutas.
“Teve desembargador que contou para a mulher da festa da cueca e se separou com medo que as imagens aparecessem. A festa no Bourbon em Curitiba”, disse Garcia.
Essas denúncias são gravíssimas e revelam uma verdade perturbadora: a Lava Jato foi uma operação política e criminosa, que desrespeitou os direitos e garantias dos acusados, manipulou provas e testemunhas, e interferiu no processo eleitoral. Ao invés de combater a corrupção, a Lava Jato atacou a democracia e a soberania nacional.
Segundo Tony Garcia, Moro utilizou táticas coercitivas, transformando Curitiba em uma espécie de Guantánamo brasileira, onde o estado de direito foi ignorado em prol de interesses pessoais. Essa revelação perturbadora levanta questionamentos sérios sobre a integridade do sistema de justiça e até onde alguns estavam dispostos a ir para garantir condenações contra inimigos políticos e ideológicos.
Em uma entrevista ao programa Boa Noite, da TV 247, Tony Garcia pediu desculpas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ex-presidente Dilma Rousseff por ter sido obrigado a conspirar contra eles, juntamente com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Eduardo Cunha, que foi apoiado por Garcia desde os anos 90, quando este teria lhe garantido a presidência da antiga estatal telefônica TELERJ durante o governo Collor de Mello. Tony Garcia revelou detalhes sórdidos das tramas que culminaram nas prisões de petistas, no impeachment de Dilma e na ilegal e criminosa prisão de Lula.
Diante dessas revelações bombásticas, o deputado Rogério Correia (PT-MG) manifestou interesse em convocar Tony Garcia para depor na Câmara dos Deputados, seguindo o exemplo da convocação de Tacla Duran.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.





DD e Marreco estão estão lascados.
Eu sempre tive o entendimento que não existe “heróis” e nem “paladinos da justiça” no mundo real, só nas revistas em quadrinhos. E estes dois nunca nem chegaram próximos destes títulos. São dois hipócritas que diziam defender a lei e a ordem, mas, no fundo era dois criminosos de toga. Agora a casa deles caiu, ou melhor dizendo, desmoronou. Acha que vão fazer companhia para o seu amiguinho da onça Bolsonaro em algum presídio deste Brasil. É o que eu espero e milhares de brasileiros também.