No cenário político fervilhante de Curitiba, uma pergunta ecoa pelas ruas e cafés: será que o empresário Tony Garcia, conhecido delator da Lava Jato, teria secretamente gravado o ex-juiz Sergio Moro? A suspeita paira no ar e parece atiçar a imaginação de nove entre cada dez pessoas na cidade.
Sim, Moro pode ter sido vítima de gravação clandestina do homem que supostamente gravava para ele, o ex-juiz, então comandante-em-chefe da Lava Jato. É o que desconfia a frente política, a Boca Maldita, o Parque Barigui, na capital paranaense. Porém, a questão se desenha como bíblica: quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Recentemente, Tony Garcia concedeu entrevistas bombásticas à revista Veja e à TV 247, revelando-se como o informante privilegiado do agora senador Sergio Moro, filiado ao partido União-PR. Segundo o empresário, a pedido do ex-juiz, ele teria realizado gravações clandestinas de indivíduos, configurando uma ação ilegal. Dentre os gravados estaria o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que chegou a ser preso pela força-tarefa. Além de outras autoridades gravadas ilegalmente, que serão reveladas em foro apropriado.
Até o momento, tanto Moro quanto o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos-PR), que teve seu mandato de deputado cassado recentemente, permanecem em silêncio diante das chocantes denúncias trazidas à tona por Tony Garcia.
A revelação de Garcia deixa Sergio Moro em situação difícil política e juridicamente. O ex-juiz, conhecido por sua atuação na operação Lava Jato, agora se vê diante de questionamentos que derrubam de vez sua narrativa de combate à corrupção.
A possibilidade de gravações secretas, realizadas sem o conhecimento dos envolvidos e sem autorização judicial, comprovariam a ilegalidade das ações de Moro e o ataque ao garantismo previsto na Constituição Federal. Como explicar a atitude de um ex-juiz que, em teoria, deveria zelar pelo cumprimento da lei? Pode cometer crimes em nome de suposto combate a crimes?
Agora, cabe à sociedade e às autoridades competentes investigar a veracidade das alegações de Tony Garcia. As consequências desse escândalo potencial podem ser imensuráveis, alterando o curso dos acontecimentos políticos e abrindo caminho para um debate mais amplo sobre o sistema judiciário e sua atuação antes, durante e depois da Lava Jato.
Nesse turbilhão de incertezas, os cidadãos esperam por respostas claras e transparentes sobretudo da 13ª Vara Federal de Curitiba e do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
Enquanto isso, na próxima sexta-feira (9/6), Tony Garcia prestará novo depoimento à juíza substituta Gabriela Hardt, na 13ª Vara Federal de Curitiba, a quem o empresário/delator acusa ter feito “ouvidos moucos” em 2021 para essas supostas ilegalidades cometidas por Moro.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.





Ótimo texto!, mas o sarcasmo do meu algoritmo vê desse jeito:
No efervescente xadrez político de Curitiba, uma indagação ressoa nas calçadas e nos cafés, como se fosse a música ambiente: O renomado delator da Lava Jato, empresário Tony Garcia, teria, por ventura, capturado as palavras do ex-juiz Sergio Moro em algum dispositivo oculto? A dúvida, sutil como uma pluma, flutua sobre a cidade e parece despertar a curiosidade voraz de nove a cada dez habitantes.
Parece que Moro pode ter tido um gostinho de sua própria receita. Ele, que já foi a estrela maior da Lava Jato, pode ter sido apanhado em uma gravação secreta do mesmo homem que, alegadamente, fazia gravações por ordens suas. Esse é o zunido que se ouve desde a Boca Maldita até o Parque Barigui, na capital paranaense. Mas, como diz o adágio: quem com ferro fere, com ferro será ferido. E não é que a ironia tem seu charme?
Recentemente, Tony Garcia trouxe um tremor ao cenário político ao conceder entrevistas explosivas à revista Veja e à TV 247. Revelou-se o informante de luxo do agora senador Sergio Moro, filiado ao União-PR. O empresário alega que, a pedido do ex-juiz, realizou gravações ocultas de diversas personalidades, o que configura uma atividade ilícita. Entre os supostos ‘convidados’ deste questionável podcast, encontrava-se o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que teve a ‘honra’ de ser acolhido pela força-tarefa. E há outras autoridades que foram gravadas ilegalmente, aguardando ansiosamente a sua grande revelação no palco adequado.
No grande palco da política, Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos-PR), recentemente afastado do privilégio do mandato de deputado, permanecem como estátuas, calados diante das denúncias explosivas de Tony Garcia. Será que a surpresa é demais ou a estratégia é se fazer de desentendidos?
As revelações de Garcia colocam Moro em um incômodo xadrez político e jurídico. O ex-juiz, outrora figura de destaque na operação Lava Jato, agora é alvo de questionamentos que ameaçam fazer sua famosa narrativa de combate à corrupção desmoronar como um castelo de cartas.
A existência de gravações secretas, realizadas à sombra da lei, sem o conhecimento das ‘estrelas’ do show e sem o consentimento da justiça, confirmariam a ilegalidade das ações de Moro e seu ataque ao garantismo jurídico inscrito em nossa sagrada Constituição Federal. Como explicar o comportamento de um ex-juiz que, em tese, deveria ser o guardião da lei? Será que ele se considera acima da lei, que pode cometer crimes em nome de um hipotético combate a outros crimes?
Agora, a responsabilidade de separar a verdade da ficção nas alegações bombásticas de Tony Garcia está nas mãos da sociedade e das autoridades que estão de plantão. O impacto deste potencial terremoto político poderia ser de proporções inimagináveis, possivelmente redirecionando a rota política e gerando um debate mais profundo sobre o desempenho do sistema judiciário antes, durante e após a saga da Lava Jato.
Em meio a este maremoto de dúvidas, os cidadãos aguardam com expectativa por respostas cristalinas, principalmente da 13ª Vara Federal de Curitiba e do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que têm a difícil tarefa de desembaraçar este novelo.
E para apimentar ainda mais o caldeirão, na próxima sexta-feira (9/6), Tony Garcia irá depor mais uma vez diante da juíza substituta Gabriela Hardt, na 13ª Vara Federal de Curitiba. Garcia acusa a magistrada de ter feito vistas grossas em 2021 para as supostas ilegalidades cometidas por Moro. Uma deliciosa telenovela jurídica ao vivo e a cores. Agora é ver quem morre no final.
Cada dia que passa o Marreco juiz corrupto se enrola mais, a perda do mandato e a cadeia esta próximo.
O que eu gostaria de saber é: porque Tony Garcia se envolveu nessa tramoia? Foi coagido, Moro tinha como obriga-lo a participar disso? E porque só agora a denúncia e não antes?