Paredão do TCU: Exército e Capitão Cloroquina terão de explicar distribuição de cloroquina

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Deu muito ruim para o presidente Jair Bolsonaro, o Capitão Cloroquina, e o Exército porque o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou ao Ministério da Saúde e aos generais informações sobre a produção e distribuição de comprimidos de cloroquina.

O ministro do TCU Benjamin Zymler, relator dos processos sobre a atuação do Ministério da Saúde no combate à pandemia, deu 15 dias para as respostas dos militares.

O Exército distribuiu cloroquina, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) fazer vários alertas ao longo da pandemia de que essas drogas são ineficazes no tratamento da covid-19.

Capitão Cloroquina, isto é, Bolsonaro, também distribuiu o medicamento a estados e municípios brasileiros.

O TCU quer saber do Ministério da Saúde sobre armazenamento, fracionamento e distribuição de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina doados em 2020 pelos Estados Unidos e os critérios de distribuição dos comprimidos de cloroquina 150 mg produzidos pelo Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército para as secretarias estaduais e municipais.

O tribunal também questiona o Exército acerca da dispensa de licitação para compra de Sal Difosfato, usado na produção de cloroquina; a quantidade de cloroquina de 150 mil produzida em 2017, 2018 e 2019; o volume de Sal Difosfato usado nessas produções e a previsão de produção de cloroquina de 150 mg para 2021.

O TCU diagnosticou recentemente o uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o fornecimento de cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19, embora autoridades sanitárias tenham reprovado o medicamento.

Em uma live na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro surtou por causa do apelido de “Capitão Cloroquina” nas redes sociais.

Em tempos de BBB21, parece que Bolsonaro e o Exército foram mandados para o paredão pelo TCU.