PT e PSOL teriam dado vitória a candidata que recusou apoio da esquerda em Ponta Grossa (PR)

Se arrependimento matasse… A deputada Mabel Canto (PSC) perdeu o segundo turno no município de Ponta Grossa (PR) por apenas 8.003 votos, exata quantidade de votos que tiveram os candidatos do PSOL e PT no primeiro turno.

Ponta Grossa, a 110 km de Curitiba, nos Campos Gerais, foi a única cidade onde duas mulheres disputaram o segundo turno no País.

Ocorre que Mabel, filha do radialista Jocelito Canto, não quis saber da esquerda. Após o resultado do primeiro turno ela chegou a fazer declarações contra o apoio do PT na cidade. Mabel afirmou estava “surpresa” com o apoio e “indignada com a nota” petista declarando voto a ela.

O candidato do PT, Professor Edson, teve 2.959 votos e o do PSOL, Professor Gadini, teve 5.029 votos. Ou seja, votos necessários para ela precisava para vencer a eleição em PG.

Professora Elizabeth Schmidt (PSD), a eleita no domingo (29), recebeu 87.932 votos enquanto Mabel Canto conquistou 79.929 votos.

Fruet fez escola em PG

O mesmo erro de cálculo teve, quatro anos anos, o então prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT). Ele desprezou o PT, que participara de sua gestão, e não foi sequer para o segundo turno por uma ínfima quantidade de votos.

Na eleição de 2016, o pedetista obteve 186.067 votos (20,03%) e o candidato petista, Tadeu Veneri, conquistou 39.758 votos (4,28%). A soma das duas votações, 24,31%, suplantaria a votação do candidato de direita Ney Leprevost (PP), que teve 219.727 votos (23,66%).

Em 2016, o segundo turno na capital paranaense foi disputado entre Leprevost e o atual prefeito Rafael Greca (DEM), que foi reeleito no primeiro turno.

Fruet, além de desprezar o PT, também torceu o nariz para o apoio do PCdoB — que acabou na coligação de Ney Leprevost.

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