Moro repete no Twitter ‘In Fux we trust’ após discurso de posse de Fux

O ex-juiz Sérgio Moro disse que ficou “animado” com o discurso do novo presidente do STF, Luiz Fux, que reforçou seu apoio ao fetiche do combate à corrupção.

Com outras palavras, Moro repetiu ‘In Fux we trust’ (Em Fux nós confiamos) que ele havia dito, em mensagem pelo Telegram, ao ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol.

“Discurso muito animador do novo Presidente do STF, Ministro Luiz Fux”, escreveu Moro no Twitter.

Para o ex-juiz e pré-candidato à Presidência da República em 2022, Fux anotou os principais pontos que ele também defende. A saber:

  1. Independência do Judiciário
  2. respeito a outros Poderes em matéria política e econômica
  3. rigor na defesa de direitos fundamentais
  4. combate à corrupção.

“Desejo muito sucesso à gestão do novo Presidente”, manifestou-se o ex-juiz da Lava Jato.

‘In Fux we trust’
Há um ano, o site The Intercept Brasil divulgava trecho de uma mensagem entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, ocorrida em 22 de abril de 2016.

Dallagnol encaminha para Moro mensagens que enviou para um grupo de procuradores da Lava Jato. Deltan relata uma conversa que teve com o ministro Fux, que teria dado apoio a Operação após uma “queda de braço” entre Moro e o também ministro do STF Teori Zavascki. Em resposta, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública comemora: “Excelente. In Fux We trust” (Em Fux nós confiamos).

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O discurso de Luiz Fux na presidência do STF, nesta quinta-feira (10), mostra que a Lei de Murphy impera na República. Essa máxima diz que se algo pode dar errado, dará, com certeza.

Dito isso, a impressão que ficou é que ‘In Fux we trust’ [em Fux nós confiamos, by Sérgio Moro] continuará com a mesma ladainha do combate à corrupção.

Fux comprovou que não consegue se libertar do fetiche do combate à corrupção e que poderá fazer uma gestão mais lavajatista, ou seja, mais ligada aos interesses do grupo político ligado ao procurador Deltan Dallagnol e ao ex-juiz Moro.

O deputado Ulysses Guimarães, certa feita perguntado se os eleitos para o Congresso eram piores que os anteriores, assim respondeu: “se essa legislatura é ruim, espere a próxima”. É isso que se pode esperar do novo presidente do Supremo, uma gestão pior que a de Dias Toffoli.

No Twitter, fiz um registro anterior sobre essa questão do fetiche de alguns setores das instituições brasileiras.

Quando a burguesia financeira e a mídia corporativa planejam tirar direitos e atacar a democracia elas sempre gritam: corrupção, corrupção, corrupção!

Elas distraem o público enquanto realizam o maior assalto aos cofres públicos com vultuosas retiradas.

A pandemia do novo coronavírus, por exemplo, foi um ambiente propício para o sistema financeiro lucrar alto com a providencial ajuda do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes.

No Brasil, hoje, prevalece a República dos Bancos. Quase todas as demais instituições estão subordinadas aos interesses econômicos dos banqueiros. Mas há resistência.

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Assista ao vídeo: