Efeito Bolsonaro: Sony fecha fábrica em Manaus

A multinacional japonesa Sony, há 48 anos instalada em Manaus, anunciou na segunda-feira (14) que vai fechar a sua fábrica na capital amazonense. A empresa é uma das maiores fabricantes de equipamentos e componentes eletroeletrônicos do mundo.

Conforme comunicado enviado a varejistas, a empresa afirmou que encerrará as atividades industriais em março de 2021. “As vendas de TVs, equipamentos de áudio e câmeras fotográficas serão interrompidas em meados de 2021”, informa a empresa.

No comunicado, a empresa afirma ainda que adotou essa atitude “considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios”.

A empresa afirmou também que a “decisão visa fortalecer a estrutura e a sustentabilidade de seus negócios, para responder às rápidas mudanças no ambiente externo.”

Além disso, o documento ressalta que a Sony manterá os serviços de garantia e de assistência técnica.

A política econômica do governo Bolsonaro, pilotada por Paulo Guedes, acumula uma onda de fechamentos e quebradeiras de empresas, situação agravada pela pandemia do novo coronavírus.

O país caminha célere para uma profunda recessão econômica. O governo Bolsonaro não tem um plano de conjunto de reconstrução da economia para enfrentar a crise social e sanitária em curso.

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Auxílio Emergencial de R$ 300 a partir desta quinta enquanto arroz continua subindo

O governo do presidente Jair Bolsonaro começará pagar o Auxílio Emergencial reduzido de R$ 600 para R$ 300, a partir desta quinta-feira (17), enquanto o preço do arroz continua subindo nos supermercados.

De acordo com o Ministério da Cidadania, os beneficiários do programa Bolsa Família começam a receber de amanhã a primeira das 4 parcelas de R$ 300 do Auxílio Emergencial residual.

O pagamento dessa parcela para quem recebe o Bolsa Família segue até 30 de setembro, seguindo o número final do Número de Identificação Social (NIS).

O Auxílio Emergencial foi concebido no início da pandemia no valor de R$ 600, mas, no começo deste mês, Bolsonaro anunciou a redução pela metade.

Na época, o presidente era contra o valor. Ele e o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendiam a ajuda de apenas R$ 200.

Na crise do aumento do preço do arroz, a equipe econômica e o presidente Bolsonaro disseram –equivocadamente– que o alimento subiu porque as pessoas começaram comprar demais. Eles alegaram que o mercado recebeu dinheiro demais e isso causou inflação.

Apesar de o governo ter editado a Medida Provisória reduzindo o Auxílio Emergencial para R$ 300, no Congresso Nacional fala-se em voltar o valor em R$ 600. Os parlamentares são bastante sensíveis em período eleitoral.