Cresce o temor de operação da PF na força-tarefa Lava Jato; PGR nega

A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou nesta sexta-feira (17) que esteja planejando uma operação policial no escritório da advogada Rosângela Moro, a Janja Moro, mulher do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. A PGR afirma que não passa de fake news da revista Veja, que anunciou a preparação de uma suposta busca e apreensão em Curitiba.

Janja Moro foi sócia do advogado Carlos Zucolotto, seu amigo e padrinho de casamento, alvo de delação premiada do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran.

Os procuradores da força-tarefa veem objetivo político da PGR, que, segundo eles, visa minar a Lava Jato, a candidatura de Sérgio Moro, e beneficiar o projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em nota, o procurador-geral Augusto Aras jurou que “jamais foi cogitada uma vez que não há razão a sustentar a adoção” de uma operação da Polícia Federal na capital paranaense.

A República de Curitiba não se convenceu mesmo com o comunicado do PGR, que negocia com Tacla Duran os termos da delação.

O ex-advogado da Odebrecht, exilado na Espana, sustenta que o advogado Zucolotto, sócio de Janja padrinho dos Moro, pediu dinheiro para vender vantagens com a Lava Jato.

“A Procuradoria-Geral da República (PGR) esclarece que não há pedido para a realização de busca e apreensão no escritório da advocacia da esposa do ex-juiz Sergio Moro, Rosangela Moro. Segundo informa o gabinete do procurador-geral da República, Augusto Aras, tal medida jamais foi cogitada uma vez que não há razão a sustentar a adoção de tal procedimento”, garante a nota da PGR.

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Você vai chorar quando souber a quantidade de militares ocupando cargos no governo Bolsonaro

O Tribunal de Contas da União (TCU) finalmente conseguiu levantar a quantidade de militares ocupando cargos civis no governo federal: seis mil fardados.

O TCU achava inicialmente que eram três mil militares com cargos no governo, porém foi surpreendido com o dobro.

Dos 6.157 militares militares atuando em cargos civis de governo, 93% estão no Executivo.

Os dados foram compilados pela Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU.

O levantamento do TCU, relatado pelo ministro Bruno Dantas, foi realizado pelo temor de desvirtuamento das Forças Armadas, considerando seu papel institucional e as diferenças entre os regimes militar e civil.

A questão reacende a discussão sobre a militarização excessiva do serviço público civil.

Veja os números de militares no governo

  • 6.157 militares da ativa e reserva em 2020 (atualmente)
  • 3.515 militares da ativa e reserva em 2019 (primeiro ano Bolsonaro)
  • 2.765 militares da ativa e reserva em 2018 (governo Michel Temer)
  • Segundo o TCU, a militarização do governo pode ser percebida sobretudo pela quantidade de militares no Ministério da Saúde.

Nos anos anteriores, de Lula e Dilma, o número de militares em cargos comissionados não chegavam a 2 mil.