PGR acata ação do PSOL e pede que STF abra inquérito contra Weintraub por declarações racistas

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para investigar o crime de racismo que o ministro cometeu ao publicar declarações intoleráveis e que desrespeitavam o povo chinês em suas redes sociais.

A manifestação da PGR acontece após representação enviada pelo PSOL ao órgão solicitando a instauração de inquérito contra o ministro. É a primeira investigação aberta pela PGR contra um membro do governo Bolsonaro desde que Augusto Aras foi indicado ao comando da instituição.

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O motivo da ação foram as postagens racistas e xenófobas que o ministro fez em sua conta no Twitter, em que usou uma imagem de um gibi da Turma da Mônica para ofender o povo chinês e ridicularizar a forma de falar de imigrantes de ascendência chinesa no Brasil.

Para os parlamentares do PSOL, além de propagar o racismo e xenofobia contra chineses e seus descendentes, e contribuir com a desinformação acerca do novo coronavírus, “o ministro da Educação do Brasil também ofende e desafia a República Popular da China, parceiro comercial fundamental do Brasil, e ameaça a boa relação e a cooperação entre os países, fundamentais para minorar as dificuldades apresentadas no combate à propagação da Covid-19”.

“É inaceitável, no Estado Democrático de Direito, que o racismo seja proclamado, abertamente, nas redes sociais de um Ministro de Estado”, alertaram. Além do inquérito, os parlamentares querem indenização a ser paga pelo ministro. O dinheiro seria revertido para organizações de direitos humanos de acolhimento aos imigrantes.

As informações são do PSOL.