A Folha tenta reescrever a história, segundo os interesses dos ricos

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A Folha de S. Paulo trava uma guerra ideológica para garantir os interesses dos mais ricos, mas para isso ele precisa reescrever a história de acordo com a classe social que representa –a burguesia paulistana.

Antes de tudo um esclarecimento aos leitores: ideologia nada mais é do que a falsa representação da verdade.

A última foi do colunista Celso Rocha de Barros, colunista do jornalão, que não titubeou ao cravar que o “Brasil está sendo salvo pelas qualidades de deputados e senadores”. (Kkk).

Ele não fala pela Folha, mas escreve ali porque representa o pensamento médio do jornal e da burguesia endinheirada.

O parlamento brasileiro, majoritariamente patronal e ligado aos lobbies do capital financeiro, só tem qualidades quando dorme. Porém, deputados e senadores não cochilam quando o assunto é retirar direitos dos mais pobres.

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Vejamos algumas medidas que o Congresso Nacional aprovou contra a sociedade brasileira nos últimos anos:

  • Reforma trabalhista (precarização e desemprego)
  • Reforma da previdência (fim da aposentadoria)
  • Congelamento do orçamento da saúde e educação por 20 anos (PEC da Morte)
  • Privatizações e entregas de ativos públicos (crime lesa-pátria)
  • Reforma do saneamento básico (privatização da água) –prestes a ser votada no Senado

Há ainda algumas picaretagens que Folha et caterva defenderão sob o signo da ideologia. Uma delas é a “independência” do Banco Central. Mas a pergunta que se faz é: independente do povo e comandado pelos banqueiros? Crendiospai, seria a raposa cuidando do galinheiro!

O Senado e a Câmara são casas dos patrões. Não tem povo, nem trabalhador. Lá prosperam apenas as pautas a favor dos bancos, dos especuladores. Prevalece naquelas plagas o capital em detrimento do trabalho, portanto.

Pontualmente, o Congresso Nacional vota algumas medidas de contenção aos exageros políticos do presidente Jair Bolsonaro e do ex-juiz Sérgio Moro. Mas, no essencial, na economia, eles têm a mesma posição contra os pobres e a favor dos mais ricos.

Sem medo de errar, as atuais legislaturas na Câmara e no Senado são as piores da história do Brasil. Acerca disso, Ulysses Guimarães tinha uma máxima: “se essa legislatura é ruim, espere a próxima”.

Mas o povo pode dar um basta nessa constatação “resignada” do Senhor Diretas.

Em outubro próximo haverá eleições municipais em 5.700 municípios e em 2022 poderá dar o troco elegendo um presidente que realmente o represente, um dos seus, que coloque fim à ditadura do setor financeiro.