Veja essa: Procurador da Lava Jato é reprovado na UPFR

Publicado em 2 dezembro, 2019
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O procurador Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa Lava Jato, levou “bomba” no processo seletivo para o doutorado na tradicional Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O orientando da doutora Ângela Cassia Costaldello não conseguiu nota suficiente para a área de “Direito de Estado”, segundo o edital 45/2019 do Processo Seletivo para o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu — Doutorado em Direito (turma 2020).

O pupilo do ex-juiz Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, além de conseguir nota baixa, também é prodígio na colocação ilegal de outdoors.

Em agosto passado, o site The Intercept Brasil mostrou que Diogo Castor de Mattos confessou ter bancado outdoors espalhados em Curitiba com autoelogios aos membros da força-tarefa Lava Jato.

Em um dos cartazes expostos no caminho do Aeroporto Afonso Pena, na capital paranaense, se lia de forma pretensiosa:

“Bem-vindo à República de Curitiba
Terra da Operação Lava Jato: investigação que mudou o País
Aqui a lei se cumpre”

Pois bem, ao longo dos últimos meses a casa caiu para a farsa da Lava Jato.

A partir das reportagens do site do jornalista norte-americano Glenn Greenwald ficou claro que aqui a lei ‘não’ se cumpre e que alguns dos próprios procuradores estão muito enrolados no crime.

Além do “café pequeno” dos outdoors do procurador que reprovou na UFPR tem outras questões cabeludas que ainda precisam ser esclarecidas:

  • As milionárias palestras de Deltan Dallagnol;
  • Por que algumas figuras não foram investigadas pela Lava Jato, a exemplo do “doleiro dos doleiros” Dario Messer;
  • O procurador Januário Paludo recebeu ou não recebeu propina para não investigar, conforme divulgou a Polícia Federal?
  • A Lava Jato resistiria uma investigação séria e “independente” acerca das delações premiadas?
  • Os compliances sugeridos pela força-tarefa sucumbiriam diante de um pente-fino?

Enfim, a reprovação de Diogo Castro de Mattos no doutorado da UFPR parece não ser a questão mais grave. Basta ele estudar um pouco mais que no próximo processo seletivo que passa.

Agora a UFPR faz bem em elevar o filtro, pois não pode a universidade mais antiga do País (ela foi fundada em 1912) abrigar personas que violam sistematicamente a Constituição Federal.

No ano passado, o então juiz Sérgio Moro pediu para sair da cadeira de Processo Penal da instituição. Ele preferiu lecionar numa universidade particular de Curitiba, enquanto preparava o ingresso no governo de Jair Bolsonaro.

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