Procuradores e Corregedor esconderam ilegalidades de outdoor da Lava Jato

Publicado em 26 agosto, 2019
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Novas revelações da série Vaza Jato do Site Intercept Brasil mostram que os procuradores da força-tarefa da Lava Jato e também a corregedoria do Ministério Público Federal sabiam quem bancou o outdoor montado em Curitiba em homenagem à própria Lava Jato. Foi o então procurador Diogo Castor de Mattos que confessou ao corregedor-geral do MPF ter pago pela peça.

O outdoor foi instalado em março deste ano próximo ao aeroporto de São José dos Pinhais. Era papel da corregedoria abrir inquérito sobre desvios de conduta de membros do MPF, mas o corregedor Oswaldo Barbosa deu o caso por encerrado sem investigação e omitiu a confissão de Castor de Mattos do Conselho Nacional do Ministério Público.

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Áudios do arquivo da Vaza Jato mostram que membros da força-tarefa sabiam da confissão, e o episódio causou preocupação: nos bastidores, o grupo atuou para esvaziar a apuração e a publicidade do caso.

O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, intermediou conversas com Barbosa para proteger Castor de Mattos, mesmo sabendo da confissão de culpa. As mensagens indicam que o corregedor disse a Dallagnol que iria suspender apurações e manter o caso em segredo.

Nenhum procedimento foi instaurado para apurar a conduta do procurador, que se afastou da operação logo depois da confissão apresentando um atestado médico.

As informações são do Intercept. 

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