Recessão derruba até a inadimplência nos tempos de Bolsonaro

A ausência de empregos e de uma intensa atividade econômica, características da recessão, derrubaram até o índice de inadimplência nesses tempos de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes.

Já foi dito aqui no Blog do Esmael que a queda da taxa Selic, para 4,5%, necessariamente não significa a queda das taxas de juros que continuam escorchantes para os consumidores. O uso do crédito rotativo do cartão de crédito vai fechar em 317% e o cheque especial em 305% este ano, os maiores juros do planeta.

Por que os juros continuam alto? Vamos retomar. Porque o mercado vê risco alto de inadimplência causada pelo desemprego.

Portanto, a inadimplência caiu por dois fatores essencialmente:

1- recessão econômica devido à falta de atividade intensa (o pibinho está aí para comprovar)
2- desemprego, precarização da mão de obra e informalidade.

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Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o número de brasileiros com contas em atraso recuou 0,27% em novembro em relação ao mesmo período do ano de 2018.

O desemprego, o baixo consumo, fazem naturalmente o recuo na inadimplente. Falta emprego, cai o consumo. Isto significa que o comércio, a indústria e os setores de serviço redobraram os cuidados para não levar calote e ficar no prejuízo.

Bolsonaro e Guedes conseguiram a façanha de quebrar o Brasil, mas há quem ache que está tudo muito bem.

Evidentemente os mais ricos continuam comendo picanha, ao passo que os mais pobres comem ovo; continuam viajando para o exterior, quando os mais pobres não viajarão nessas férias; os ricos não se aposentarão, porque têm rendas extras; os pobres, coitados…