Bolsonaro quer plebiscito contra pobres e pretos para barbarizar na economia

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O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) poderá apelar aos plebiscitos para poder barbarizar na economia, isto é, privatizar, acabar com o direito de aposentadoria, enfim, deixar o trabalhador mais escravo do capital do que já é.

É neste contexto de ‘chavismo às avessas’ que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), grilo falante do futuro governo do pai, propõe submeter a proposta de pena de morte a um plebiscito.

(Na Venezuela, Chávez submeteu a plebiscito a distribuição da riqueza do petróleo para os mais pobres).

“Traficantes, políticos que desviam dinheiro da saúde… tem vários crimes que implicam na vida dos outros e que podem levar a um estudo dessa medida. Eu sei que é uma cláusula pétrea da Constituição, artigo 5º etc. Porém, existem exceções. Uma das exceções é para o desertor em caso de guerra. Por que não colocar outra exceção para crimes hediondos?”, disse o filho do presidente eleito em entrevista ao O Globo.

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O diabo é que o irmão de Eduardo, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), é suspeito justamente de cometer crime de peculato desviando salários de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

No caso do Brasil, um regime plebiscitário visaria pretos e pobres que perderiam a vida com a pena capital porque são eles os alvos e inimigos preferenciais do Estado. Não atingira, por exemplo, um branco, um filho do presidente República.

Dito isto, Bolsonaro quer transformar o país numa “democracia plebiscitária” — direta e sem intermediários, como reclama a velha mídia — com o intuito de desviar a atenção da sociedade de problemas mais sérios.

O objetivo de Bolsonaro é divertir e distrair a plateia com plebiscitos sobre pena de morte, casamento gay, porte de arma de fogo, etc., enquanto entrega as riquezas nacionais para conglomerados econômicos estrangeiros.

Portanto, Bolsonaro é a barbárie e é a anti-civilização. É o ‘Coiso’ em pessoa.

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