Golpe é golpe. Não tem Lula nem “Plano B” para a esquerda vencer a eleição
Esmael MoraisPublicado em
É corrente no meio político — da direita, do centro e da esquerda — que não derrubaram a presidenta eleita Dilma Rousseff para, alguns meses depois, entregarem o poder de mão beijada para o ex-presidente Lula e ao PT. Dito isto, um golpe que se preze não afrouxa o garrão — como se diz no Rio Grande do Sul.
Golpe é golpe. Se não tem Lula também não tem “Plano B” para a esquerda vencer a eleição. Ao menor indício de que perderá a disputa presidencial de outubro, a burguesia não titubeará em adiar o processo. Este é o script do consórcio golpista jurídico-midiático-financeiro, que se aproveita da inação do campo democrático.
A excessiva “institucionalização” do PT e dos demais partidos dos campos progressista e democrático desmobiliza a sociedade. Mesmo sabendo que é impossível obter vitória nos tribunais sabidos partidarizados, estas agremiações partidárias abandonaram o asfalto à espera de um “milagre” que não virá nos próximos meses.
Parece até que há uma resignação do PT e da esquerda. Eles desprezam o movimento de massas, o povo, único capaz de apontar a saída para a crise política e garantir a realização de eleições livres em outubro.
Hegemônica no movimento sindical, a esquerda, por exemplo, sequer deflagrou uma greve geral para proteger os trabalhadores dos efeitos do golpe do Estado.
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Esmael Morais
Publicado em
É corrente no meio político — da direita, do centro e da esquerda — que não derrubaram a presidenta eleita Dilma Rousseff para, alguns meses depois, entregarem o poder de mão beijada para o ex-presidente Lula e ao PT. Dito isto, um golpe que se preze não afrouxa o garrão — como se diz no Rio Grande do Sul.
Golpe é golpe. Se não tem Lula também não tem “Plano B” para a esquerda vencer a eleição. Ao menor indício de que perderá a disputa presidencial de outubro, a burguesia não titubeará em adiar o processo. Este é o script do consórcio golpista jurídico-midiático-financeiro, que se aproveita da inação do campo democrático.
A excessiva “institucionalização” do PT e dos demais partidos dos campos progressista e democrático desmobiliza a sociedade. Mesmo sabendo que é impossível obter vitória nos tribunais sabidos partidarizados, estas agremiações partidárias abandonaram o asfalto à espera de um “milagre” que não virá nos próximos meses.
Parece até que há uma resignação do PT e da esquerda. Eles desprezam o movimento de massas, o povo, único capaz de apontar a saída para a crise política e garantir a realização de eleições livres em outubro.
Hegemônica no movimento sindical, a esquerda, por exemplo, sequer deflagrou uma greve geral para proteger os trabalhadores dos efeitos do golpe do Estado.
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Golpe é golpe. Se não tem Lula também não tem “Plano B” para a esquerda vencer a eleição. Ao menor indício de que perderá a disputa presidencial de outubro, a burguesia não titubeará em adiar o processo. Este é o script do consórcio golpista jurídico-midiático-financeiro, que se aproveita da inação do campo democrático.
A excessiva “institucionalização” do PT e dos demais partidos dos campos progressista e democrático desmobiliza a sociedade. Mesmo sabendo que é impossível obter vitória nos tribunais sabidos partidarizados, estas agremiações partidárias abandonaram o asfalto à espera de um “milagre” que não virá nos próximos meses.
Parece até que há uma resignação do PT e da esquerda. Eles desprezam o movimento de massas, o povo, único capaz de apontar a saída para a crise política e garantir a realização de eleições livres em outubro.
Hegemônica no movimento sindical, a esquerda, por exemplo, sequer deflagrou uma greve geral para proteger os trabalhadores dos efeitos do golpe do Estado.
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