Em crise de final de feira, Beto Richa exonera secretário de segurança pública no Paraná

A 56 dias de deixar o governo do Paraná, Beto Richa (PSDB) exonerou nesta segunda-feira (5) o delegado da Polícia Federal Wagner Mesquita da Secretaria de Estado da Segurança Pública. O tucano vive a crise de final de feira. O novo titular da pasta é Júlio Reis, escolhido com a anuência da vice Cida Borghetti (PP), mulher do ministro da Saúde Ricardo Barros (PP), que assumirá o comando do Palácio Iguaçu a partir de 1º de abril.

Mesquita foi “fritado” em virtude da superlotação nos presídios e da falta de infraestrutura no Instituto Médico Legal (IML), que, no início de janeiro, demorou mais de 13 horas para recolher o corpo de um jovem morto durante assalto na região metropolitana de Curitiba. O órgão alegou que não tinha os rebecões à disposição porque tinham sido destacados para a Operação Verão no Litoral.

O governador Beto Richa tentou explicar a crise de final de feira, que culminou na demissão do secretário: “Isso é necessário para que as coisas aconteçam de forma mais rápida e em perfeita harmonia, para que tenhamos mais efetividade no combate à criminalidade no Estado.”

O delegado perdeu o cargo de secretário mais devido aos problemas próprios do governo tucano do que a suposta “ineficiência” de Mesquita apontada por Richa. A superlotação é problema de política criminal do Estado e a falta de viaturas e homens na segurança têm a ver com o modelo de gestão fiscalista implanta pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, o homem do supersalário de R$ 100 mil por mês.

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