Por Esmael Morais

Bandeira de Cuba socialista volta tremular nos EUA; agora, chanceler pede fim de embargo contra ilha

Publicado em 20/07/2015

Para isso, o chanceler destaca que a vontade do governo cubano a uma normalização depende também do levantamento do embargo econômico, do fim da ocupação militar em Guantánamo e do respeito à soberania da ilha.

Segundo Parilla, essa nova etapa diplomática só aconteceu graças ao papel do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. Entretanto, ressaltou o auxílio do atual presidente, Raúl Castro.

Durante ao hasteamento de bandeira, que teve a presença de diversas autoridades, entre congressistas norte-americanos e diplomatas cubanos, um grupo de pessoas assistiu ao ato do lado de fora. Palavras de ordem divergentes, como “viva Cuba, viva Fidel” e “Cuba sim, Castro não” eram escutadas da sede diplomática cubana. Não houve registro de confrontos.

Após presidir a cerimônia, Parilla se encontrará com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na sede do Departamento de Estado dos EUA, também na capital. Após a reunião, os dois líderes diplomáticos darão uma conferência a jornalistas.

Já a cerimônia de hasteamento da bandeira norte-americana na ilha liderada pelos irmãos Castro só acontecerá com a visita de Kerry, prevista para 14 de agosto, informou hoje a emissora CNN. A viagem de um chefe da diplomacia norte-americana à Havana será a primeira desde 1945.

Histórico

A reabertura de embaixadas é um dos passos fundamentais para a nova etapa de relações bilaterais, desde o histórico anúncio da reaproximação entre as duas nações, no fim do ano passado.

O processo de normalização tem ocorrido de forma paulatina. Em 29 de maio de 2015, os EUA retiraram oficialmente a ilha da lista de países patrocinadores do terrorismo, uma demanda de longa data do governo cubano.

Entretanto, em diversas ocasiões, Raúl Castro destacou a importância do fim do embargo econômico contra ilha como exigência fundamental para retomar completamente as relações com Washington.