Universidades seguem em greve contra Richa; UEPG faz enterro dos “inimigos da educação”

Publicado em 7 maio, 2015
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estaduaisQuem apostava no enfraquecimento da mobilização dos professores e servidores estaduais depois da aprovação na Alep e a sanção relâmpago pelo governador Beto Richa (PSDB), do confisco da previdência, apostou errado.

Após a decisão pela continuidade da greve dos professores e servidores da educação básica, aprovada na assembleia da APP-Sindicato, realizada na terça (5) em Curitiba, agora são os professores e servidores das universidades estaduais que fortalecem as greves e o enfrentamento ao governo Richa.

Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (7). Eles já estavam paralisados desde segunda-feira (4).

A pauta dos docentes da UEL é pela reposição integral da inflação em parcela única, revogação da lei que altera o regime previdenciários dos servidores públicos estaduais e pela punição dos responsáveis pelo massacre de 27, 28 e 29 de abril contra os servidores no Centro Cívico.

Professores da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) também podem aderir à greve. Além destas, as Universidades Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), do Oeste do Paraná (Unioeste) e Estadual de Ponta Grossa (UEPG) continuam em greve desde a semana passada.

Na UEPG em Ponta Grossa, o comando de greve cobra a exoneração do Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, que é oriundo da Universidade.

Na manhã de ontem (6), os professores realizaram o enterro simbólico dos “inimigos da educação” no Paraná. Foram “sepultados” os 31 deputados que votaram a favor do confisco da previdência dos servidores, o próprio governador Beto Richa e os secretários de estado: Fernando Francischini e João Carlos Gomes.

O apelo maior no protesto realizado em Ponta Grossa foi direcionado ao integrante da mesa diretora e deputado da cidade Pauto Miró Guimarães (DEM) e ao ex-reitor da casa, João Carlos Gomes.

Os docentes que seguem em da greve por tempo indeterminado, também elegeram como personae non gratae na UEPG o governador Beto Richa, Fernando Francischini (SSD), Ademar Traiano (PSDB), Luiz Claudio Romanelli (PMDB) e Plauto Miró Guimarães.

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